SOB INVESTIGAÇÃO

Completa nesta quarta-feira, 5 de agosto, um ano da chacina que matou quatro homens em Icaraíma, a 90 km de Umuarama.
Os cobradores paulistas Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira e o contratante e morador de Icaraíma, Alencar Gonçalves de Souza Giron, foram mortos em uma emboscada na área rural do Municípío e tiveram os corpos escondidos em meio a mata de difícil acesso.
Os restos mortais foram encontrados em 19 de setembro, 44 dias após serem executados a tiros. Os principais suspeitos são Antonio e Paulo Ricardo Buscariollo, pai e filho, por conta de uma desavença financeira. Eles continuam foragidos.

CRUELDADE
O crime chocou o Brasil pela crueldade e ainda hoje as investigações continuam em aberto. Nesta terça-feira (4), o delegado de Icaraíma, Thiago Andrade se manifestou sobre o caso.
Segundo o delegado, a “Polícia Civil do Estado do Paraná (PCPR) manifesta seu mais profundo respeito à memória das vítimas e presta sua irrestrita solidariedade aos familiares e amigos, reafirmando que a completa elucidação dos fatos e a responsabilização criminal de todos os envolvidos permanecem como prioridade institucional absoluta”.
Andrade destacou que desde o início, quando foi comunicado o desaparecimento das vítimas, a investigação foi tratada com máxima prioridade. “Ao longo deste período, constatou-se tratar de uma apuração de excepcional complexidade, voltada ao esclarecimento da atuação de um grupo criminoso estruturado, organizado, com divisão de tarefas e significativa influência na região dos fatos”, afirmou.
Segundo o delegado, a investigação evidencia “elevado grau de planejamento da ação criminosa, caracterizada pela execução das vítimas mediante emboscada, com emprego de armamentos de diversos calibres, seguida da ocultação dos cadáveres e do veículo utilizado pelas vítimas em compartimentos subterrâneos clandestinos, da eliminação de vestígios e da adoção de sucessivas medidas destinadas a dificultar a identificação dos autores e a atuação dos órgãos de persecução penal”.
INVESTIGAÇÃO
De acordo com o delegado Thiago Andrade, a complexidade da empreitada criminosa exigiu uma investigação igualmente abrangente, técnica e multidisciplinar. “Durante este primeiro ano de trabalhos ininterruptos, a Polícia Civil do Paraná, com apoio da Secretaria de Segurança Pública, coordenou uma ampla atuação integrada, contando com o apoio do Grupo TIGRE, equipes especializadas da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica (Instituto de Criminalística e Instituto Médico-Legal), Corpo de Bombeiros Militar, Força Nacional de Segurança Pública e órgãos de segurança pública do Estado de São Paulo, além de outros setores especializados que contribuíram para o avanço das investigações”, ressaltou.
Nesse período, foram realizadas centenas de diligências investigativas, abrangendo buscas em extensas áreas rurais, levantamentos de inteligência policial, exames periciais de elevada complexidade, análises balísticas, extrações e exames de dispositivos eletrônicos, quebras de sigilos judicialmente autorizadas, análises telemáticas, oitivas de dezenas de testemunhas, cumprimento de medidas cautelares e reconstrução cronológica da dinâmica criminosa, segundo o delegado.
“Todo esse trabalho resultou na formação de um robusto acervo probatório, composto por elementos periciais, documentais, testemunhais, telemáticos e digitais, que permanece em permanente análise e aprofundamento pelas equipes responsáveis pela investigação”.
INTERPOL
Os nomes de Antônio Buscariollo, de 66 anos, e o filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, principais suspeitos da chacina foram oficialmente incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, passando a integrar a lista internacional de procurados.
RELEMBRE