FICHA EXTENSA

A Polícia Civil do Paraná divulgou nesta terça-feira (4) o histórico criminal das vítimas e suspeitos envolvidos na chacina de Icaraíma, que vitimou quatro homens desaparecidos desde 5 de agosto e encontrados mortos em 18 de setembro.
As investigações apontam que a execução dos cobradores Rafael Juliano Marascalchi (43 anos), Diego Henrique Affonso (39) e Robishley Hirnani de Oliveira (53), além do contratante Alencar Gonçalves de Souza (morador de Icaraíma), teria sido motivada por uma disputa relacionada à venda de uma propriedade rural no valor de R$ 250 mil. O negócio, intermediado por Alencar e a família Buscariollo, teria gerado o desentendimento que culminou nos assassinatos.
Os principais suspeitos, Antônio Buscariollo (66) e o filho Paulo Ricardo Buscariollo, estão foragidos desde o dia da descoberta dos corpos e têm prisões decretadas pela Justiça. Segundo o delegado Gabriel Menezes, o caso continua sob investigação, e não está descartada a participação de outras pessoas no crime.
Histórico policial dos suspeitos
De acordo com os sistemas de investigação da Polícia Civil do Paraná e informações da Polícia Civil de São Paulo, os suspeitos possuem o seguinte histórico:
Histórico policial das vítimas
Entre as quatro vítimas, três possuíam diversos registros criminais, especialmente relacionados a ameaças, estelionato e violência doméstica — conduta que reforça o perfil de cobradores que “faziam pressão” em dívidas de difícil recebimento, conforme apuração da Polícia Civil.
A chacina ocorreu após o grupo seguir até uma propriedade rural para cobrar uma dívida de R$ 250 mil referente à venda do imóvel. Os corpos foram encontrados enterrados em uma área de mata conhecida como Mata do Tenente, no distrito de Vila Rica do Ivaí, a aproximadamente 650 metros de onde estava enterrada a caminhonete Fiat Toro usada pelas vítimas.
A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer as circunstâncias exatas da execução.