CASO ICARAÍMA

A Polícia Civil do Paraná realizou uma operação dia 26 de fevereiro, no interior do São Paulo como parte das investigações sobre o caso da chacina em Icaraíma, onde quatro homens foram mortos em agosto do ano passado. A investigação trata o caso como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
As vítimas foram os cobradores Diego Henrique Affonso, Robishley Hirnani de Oliveira e Rafael Juliano Marascalchi, além do contratante Alencar Gonçalves de Souza Giron — mortos no dia 5 de agosto e encontrados mais de 40 dias depois, enterrados em uma propriedade rural no distrito de Vila Rica em Icaraíma.
A ação contou com apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais da Polícia Militar de São Paulo (BAEP) e teve como objetivo cumprir um mandado de busca e apreensão no município de Santa Bárbara do Oeste, contra Carlos Henrique Buscariollo e Carlos Eduardo Buscariollo, ambos filhos de Antônio Buscariollo, o Tonhão, e irmãos de Paulo Ricardo Buscariollo, suspeitos da morte dos quatro homens. Eles seguem foragidos até hoje.
Durante a diligência, as equipes buscaram localizar e apreender aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos e outros materiais que possam auxiliar na investigação.
Segundo a Polícia Civil, esta fase da operação tem como foco reunir novos elementos de prova que ajudem a esclarecer completamente os fatos e identificar toda a dinâmica do crime.
Para preservar o andamento das investigações e garantir a integridade das provas, o inquérito segue sob sigilo.

Avistados em pesqueiro
A polícia também informou que todas as denúncias recebidas sobre o possível paradeiro dos suspeitos envolvidos no caso são imediatamente verificadas pelas equipes de investigação. Recentemente, uma informação apontava que os foragidos estariam em um pesqueiro localizado na cidade de Morro Agudo, no interior paulista.
A denúncia foi checada por equipes da Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, porém, após as diligências no local, foi constatado que os suspeitos não estavam na região.
Buscas
As forças de segurança seguem realizando diligências de campo e ações de inteligência para localizar os envolvidos e concluir a investigação. A Polícia Civil também reforça a importância da colaboração da população. Informações que possam ajudar na localização dos suspeitos podem ser repassadas aos canais oficiais da polícia (197, 181 e 190), com garantia de sigilo e anonimato do denunciante.
O caso
Os corpos de Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso foram encontrados na noite de 18 de setembro, após mais de 40 dias de buscas. Eles haviam saído de São José do Rio Preto (SP) no dia 4 de agosto, com destino a Icaraíma (PR), para cobrar uma dívida relacionada à venda de uma propriedade rural. Alencar Gonçalves de Souza, morador de Icaraíma, também foi encontrado morto. Ele se juntou ao grupo já na cidade para acompanhar a cobrança da dívida.
Conforme o delegado Tiago Andrade Inácio, da Polícia Civil do Paraná, as vítimas foram encontradas enterradas a cerca de 500 metros do local onde a picape usada por elas havia sido localizada no dia 12 de setembro. Os corpos estavam cobertos por plantas e entulhos, em uma área de difícil acesso.
Os principais suspeitos são Antônio Buscariollo e o filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo. A defesa nega envolvimento no crime.
Segundo as investigações, Alencar, uma das vítimas, havia vendido uma propriedade rural à família Buscariollo por R$ 255 mil, mas nenhum valor teria sido pago. Para cobrar a dívida, ele contratou Rafael, Robishley e Diego, que trabalhavam com cobranças extrajudiciais há cerca de 13 anos.
O grupo foi visto pela última vez em uma padaria de Icaraíma, na manhã de 5 de agosto. No mesmo dia, após o último contato de Robishley com a esposa, os celulares das vítimas foram desligados. Diante do desaparecimento, familiares registraram boletins de ocorrência, e o caso passou a ser tratado como homicídio pela Polícia Civil.
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