CRIME FINANCEIRO

O delegado adjunto da 7ª SDP Adaílton Ribeiro Júnior, responsável pelas investigações que apuram suposto golpe financeiro aplicado pelo pastor Marcos Eleandro, pediu ao Ministério Público e a Justiça Estadual que o inquérito seja remetido para a Justiça Federal.
A justificativa é que há fortes indícios de crimes contra o sistema financeiro nacional, que são de competência de apuração da Polícia Federal.
“Agora, aguardamos a manifestação do Ministério Público Estadual e Justiça Estadual de Umuarama sobre essa questão, para só então ser dado continuidade às investigações ou, caso acolhida a manifestação, remessa das investigações à Polícia Federal”, explicou em nota a imprensa liberada na tarde desta quinta-feira (1º), o delegado-chefe da 7ª SDP, Gabriel Menezes.
Foram 45 vítimas e prejuízo estimado passou de seis milhões
Segundo a Polícia Civil, até o momento foram 45 vítimas identificadas e o prejuízo estimado passou de R$ 6 milhões. O suspeito e sua esposa continuam foragidos.
Segundo a Polícia Civil, Marcos Eliandro da Costa se apresentava como pastor e oferecia investimentos na bolsa de valores com taxa mensal de 6% e em algumas situações a até 11% ao mês. Também dizia para as vítimas que as aplicações seriam diárias, ou seja, o investimento e o resgate dos valores era feito no mesmo dia.
Como garantia deixava contratos ou notas promissórias.
Segundo a polícia, há relatos de algumas das vítimas de que teriam recebido valores a título de juros por alguns meses, mas que os pagamentos cessaram e o suspeito desapareceu. Em apenas um dos casos, o prejuízo deixado foi de R$ 1,340 milhão. Funcionários que atuavam na empresa do suspeito também ficaram sem receber salários e acerto trabalhista.
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