EM UMUARAMA

Começou na manhã desta quarta-feira (11), no Tribunal do Júri de Umuarama, o julgamento do ex-policial penal Carlos Adriano Botelho, acusado de matar a companheira Vanessa Santos da Cunha, de 28 anos. O júri popular está previsto para ocorrer ao longo de três dias, seguindo até sexta-feira (13).
Segundo a denúncia do Ministério Público, a jovem foi morta com 55 golpes de faca, conforme apontou o laudo de necrópsia. O crime ocorreu no dia 28 de outubro de 2022, na residência do acusado, localizada na avenida Olinda, no Jardim Global, em Umuarama.
Carlos Adriano foi preso em flagrante no dia do crime e teve a prisão convertida em preventiva três dias depois. De acordo com o Departamento de Polícia Penal (Depen), ele foi excluído dos quadros da corporação após procedimentos administrativos e atualmente está recolhido no Complexo Médico Penal, em Piraquara.
O corpo de jurados que irá decidir se o réu é culpado ou inocente é composto por três homens e quatro mulheres. Eles foram escolhidos pela defesa e pela acusação entre 20 cidadãos previamente sorteados pela Justiça.
O ex-policial penal foi denunciado pelo Ministério Público por homicídio qualificado, com as seguintes qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio.
Caso seja condenado por todas as qualificadoras, a pena pode ser significativamente aumentada.
O advogado de defesa do réu, Adriano Bretas, afirmou que a expectativa é de que o julgamento ocorra respeitando os princípios do devido processo legal.
“A realidade daquilo que de fato aconteceu vai ser elucidada no julgamento perante o Tribunal do Júri. A acusação lança mão de um excesso acusatório, com a imputação de homicídio com três qualificadoras, e ao final do julgamento ficará claro que os fatos não se deram dessa forma”, afirmou.