Cotidiano

CONTEÚDO SENSÍVEL

Após negociação com PM e Bombeiros, homem em surto desce de telhado de igreja em Cruzeiro do Oeste

09/07/2026 08H47

Jornal Ilustrado - Após negociação com PM e Bombeiros, homem em surto desce de telhado de igreja em Cruzeiro do Oeste

Atenção: Esta reportagem contém informações sobre temas sensíveis, como suicídio e uso de entorpecentes, que podem causar desconforto em algumas pessoas.

Se você ou alguém que conhece estiver enfrentando depressão, sofrimento emocional ou pensamentos de tirar a própria vida, procure ajuda. Conversar com familiares, amigos ou um profissional de saúde pode fazer a diferença. Você não precisa enfrentar isso sozinho.

Uma situação delicada mobilizou Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Samu e Polícia Militar na noite desta quarta-feira (8), em Cruzeiro do Oeste, a 25 km de Umuarama. Um homem de 30 anos, aparentemente em situação de surto, foi localizado no telhado da Igreja Assembleia de Deus pela Polícia Militar, durante patrulhamento na rua Paraná, na região central da cidade.

O homem pedia socorro e informou aos policiais ter feito uso de remédios e de drogas. O local foi isolado para que as equipes de socorro pudessem conversar e convencer o homem a descer do telhado. Após mais de 45 minutos de negociação, o homem concordou em descer voluntariamente através de uma escada colocada pelos bombeiros junto a parede da igreja.

Ao descer, o homem foi acolhido pelos socorristas e encaminhado ao Hospital Municipal para avaliação médica. Segundo a Polícia Militar, o homem não apresentava lesões físicas.

O Ministério da Saúde disponibiliza as orientações abaixo para que todos possam identificar sinais de alerta de possíveis riscos à vida.

Sinais de alerta


Os sinais de alerta descritos abaixo não devem ser considerados isoladamente. Não há uma “receita” para detectar seguramente quando uma pessoa está vivenciando uma crise suicida, nem se tem algum tipo de tendência suicida. Entretanto, um indivíduo em sofrimento pode dar certos sinais, que devem chamar a atenção de seus familiares e amigos próximos, sobretudo se muitos desses sinais se manifestam ao mesmo tempo.

  • O aparecimento ou agravamento de problemas de conduta ou de manifestações verbais durante pelo menos duas semanas: Essas manifestações não devem ser interpretadas como ameaças nem como chantagens emocionais, mas sim como avisos de alerta para um risco real.
  • Preocupação com sua própria morte ou falta de esperança: As pessoas sob risco de suicídio costumam falar sobre morte e suicídio mais do que o comum, confessam se sentir sem esperanças, culpadas, com falta de autoestima e têm visão negativa de sua vida e futuro. Essas ideias podem estar expressas de forma escrita, verbal ou por meio de desenhos.
  • Expressão de ideias ou de intenções suicidas: Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados:
    • “Vou desaparecer.”
    • “Vou deixar vocês em paz.”
    • “Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
    • “É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”
  • Isolamento:
  • As pessoas com pensamentos suicidas podem se isolar, não atendendo a telefonemas, interagindo menos nas redes sociais, ficando em casa ou fechadas em seus quartos, reduzindo ou cancelando todas as atividades sociais, principalmente aquelas que costumavam e gostavam de fazer.
  • Outros fatores:
  • Exposição ao agrotóxico, perda de emprego, crises políticas e econômicas, discriminação por orientação sexual e identidade de gênero, agressões psicológicas e/ou físicas, sofrimento no trabalho, diminuição ou ausência de autocuidado, conflitos familiares, perda de um ente querido, doenças crônicas, dolorosas e/ou incapacitantes, entre outros podem ser fatores que vulnerabilizam, ainda que não possam ser considerados como determinantes para o suicídio. Sendo assim, devem ser levados em consideração se o indivíduo apresenta outros sinais de alerta para o suicídio.


Pedindo ajuda

Pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida podem ser insuportáveis e pode ser muito difícil saber o que fazer e como superar esses sentimentos, mas existe ajuda disponível. É muito importante conversar com alguém que você confie. Não hesite em pedir ajuda, você pode precisar de alguém que te acompanhe e te auxilie a entrar em contato com os serviços de suporte.

Quando você pede ajuda, você tem o direito de: Ser respeitado e levado a sério;

Ter o seu sofrimento levado em consideração;

Falar em privacidade com as pessoas sobre você mesmo e sua situação;

Ser escutado;

Ser encorajado a se recuperar.

Onde buscar ajuda:

  • CAPS e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Centro de Valorização da Vida – CVV

O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone, e-mail, chat e voip 24 horas todos os dias.

A ligação para o CVV em parceria com o SUS, por meio do número 188, são gratuitas a partir de qualquer linha telefônica fixa ou celular.

Também é possível acessar www.cvv.org.br para chat, Skype, e-mail e mais informações sobre ligação gratuita.

Também é possível utilizar o atendimento por chat e e-mail disponível nos ícones abaixo.

Conheça os postos e horários de atendimento.

Fonte Ministério da Saúde