ATENTADO

A tentativa de homicídio registrada na noite de quinta-feira (21), no Jardim San Rafael, em Umuarama, revelou uma relação de proximidade entre a vítima e o suspeito preso pela Polícia Militar. Conforme relatos apurados pelo Ilustrado, os dois eram amigos há pelo menos quatro anos e o suspeito frequentava regularmente a residência da família do jovem baleado.
O atentado aconteceu na Rua João Faneco. A vítima, de 19 anos, estava em frente de casa com um amigo quando os suspeitos chegaram em um Volkswagen/Gol prata e efetuaram diversos disparos. Um dos tiros passou de raspão pela roupa do jovem, atingindo superficialmente a região da barriga, enquanto os demais acertaram o portão e a parede da residência.
No imóvel moram o rapaz, a mãe e a irmã de 16 anos. Assustada, a mãe contou que acordou com o filho correndo para dentro da casa e gritando: “Mãe, mãe, os caras voltaram aí para me matar”.
Segundo a família, o suspeito dos disparos era conhecido de longa data e já esteve diversas vezes na residência. A motivação do crime, conforme relatado pela vítima, seria um desentendimento envolvendo uma mulher com quem ambos teriam se relacionado.
“Eu ficava com uma menina. Depois o cara que atirou passou a namorar ela”, relatou o jovem. Segundo ele, após o término do relacionamento entre o suspeito e a mulher, os dois voltaram a conversar ocasionalmente.
A vítima afirmou ainda que os conflitos começaram após pedir para que a mulher retirasse fotos antigas dos dois que ainda permaneciam nos destaques do Instagram. “Eu comecei a namorar outra pessoa e pedi para ela apagar para evitar confusão”, disse.
Dias antes do atentado, o jovem já havia sido agredido pelos mesmos suspeitos. Conforme o relato, eles encontraram o rapaz em via pública, desceram do carro e o espancaram, deixando seus olhos roxos. A mãe contou que o filho chegou a desmaiar durante as agressões. Apesar da violência, nenhum boletim de ocorrência foi registrado na época.

O crime
Na noite do crime, um amigo da vítima percebeu a movimentação suspeita do Gol prata passando lentamente em frente à casa e alertou o rapaz. A vítima então saiu até a frente da residência para tentar anotar a placa do veículo e registrar ocorrência posteriormente.
Pouco depois, o carro retornou. “Quando escutei o freio cantando já imaginei os tiros e saí correndo para dentro”, contou o jovem. Segundo ele, os autores não disseram nada e apenas começaram a atirar.
Prisão do suspeito
Após o atentado, equipes da Polícia Militar localizaram o Gol prata estacionado em uma propriedade rural na Estrada Paraíso. Durante a abordagem, um dos suspeitos reagiu com agressividade, tentou tomar a arma de um policial e precisou ser contido e algemado.

No interior do veículo foram encontradas três munições intactas de calibre .38 e um cachimbo utilizado para consumo de crack. Conforme a PM, o suspeito confessou ter conduzido o automóvel até o local do atentado.
O homem foi preso em flagrante e encaminhado à delegacia da Polícia Civil. O segundo suspeito apontado pela participação nos disparos segue sendo procurado.