OPERAÇÃO

Após a deflagração da Operação Mosaico nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (23), a Polícia Civil do Paraná (PCPR) apresentou um balanço da ação durante entrevista coletiva concedida à imprensa na sede da 7ª Subdivisão Policial (SDP) de Umuarama. Na ocasião, o delegado responsável pelo Setor de Narcóticos, Rodrigo Costa Azevedo Couto, detalhou os resultados da operação, explicou a origem do nome da investigação e afirmou que os trabalhos continuam para identificar outros envolvidos com o tráfico de drogas na cidade.
Conforme o delegado, a operação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em quatro alvos distintos investigados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Apesar de os investigados não possuírem ligação direta entre si, eles mantêm conexões com outros suspeitos que seguem sendo alvo das investigações.
“O nome Mosaico foi escolhido justamente porque reunimos diferentes investigações em uma única operação. Os alvos não têm relação entre eles, mas possuem vínculos com outras pessoas que também estão sendo investigadas”, explicou.
Durante a coletiva, Rodrigo Couto confirmou que duas mulheres foram presas em flagrante no bairro Parque San Marino após os policiais encontrarem aproximadamente 104 gramas de cocaína, cerca de 20 gramas de crack, além de porções da droga já preparadas para comercialização, uma balança de precisão e aparelhos celulares.

As duas foram autuadas por tráfico de drogas e permanecem à disposição da Justiça.
Outro alvo da operação, no Jardim Ipê, não estava com entorpecentes no momento do cumprimento do mandado. No entanto, os investigadores apreenderam um simulacro de arma de fogo e celulares que passarão por perícia.
Segundo o delegado, há fortes indícios de que o investigado atua no tráfico de drogas e os materiais apreendidos poderão reforçar as investigações.
Durante a entrevista, Rodrigo Couto destacou que as investigações da Polícia Civil mostram que o tráfico de drogas frequentemente está ligado a outros crimes violentos registrados no município.
“O traficante normalmente não pratica apenas o tráfico. Temos observado ligações com roubos, extorsões, homicídios e tentativas de homicídio. No caso de hoje, por exemplo, foi apreendido um simulacro de arma de fogo que pode ter sido utilizado em outras práticas criminosas”, afirmou.
O delegado ressaltou que a análise dos aparelhos celulares apreendidos poderá revelar novos integrantes da rede criminosa, fornecedores de drogas e outras conexões entre os investigados.
Apesar das prisões efetuadas, Rodrigo Couto enfatizou que a Operação Mosaico não encerra as investigações. Segundo ele, o cumprimento dos mandados representa apenas mais uma etapa do trabalho desenvolvido pelo Setor de Narcóticos da 7ª SDP.
“Recebemos informações, fazemos um trabalho silencioso de investigação, reunimos provas e, quando a investigação amadurece, representamos pelos mandados judiciais. A partir das apreensões realizadas hoje, novas diligências serão desenvolvidas”, explicou.

Durante a coletiva, o delegado também fez um apelo para que a população continue colaborando com a Polícia Civil por meio de denúncias anônimas.
Segundo ele, parte das informações que deram origem à Operação Mosaico foi repassada por moradores, permitindo que os investigadores identificassem pontos de tráfico e reunissem elementos para solicitar os mandados judiciais.
“Quem mora nos bairros conhece a realidade da região e muitas vezes percebe movimentações suspeitas que a polícia ainda não identificou. O sigilo é garantido. Essas informações são fundamentais para combater o tráfico de drogas e também outros crimes que surgem em decorrência dessa atividade criminosa”, destacou.
A Polícia Civil reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181 ou diretamente à Delegacia de Polícia Civil de Umuarama. Segundo a corporação, a colaboração da comunidade continua sendo uma das principais ferramentas para o avanço das investigações e para o enfrentamento das organizações criminosas que atuam no município.