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Veterinários investigam se cavalo estava vivo quando teve patas decepadas

20/08/2025 18H12

Jornal Ilustrado - Veterinários investigam se cavalo estava vivo quando teve patas decepadas

A Polícia Civil de São Paulo abriu investigação para apurar todas as circunstâncias envolvendo o caso de um cavalo vítima de maus-tratos, que teve as quatro patas decepadas com um facão em uma área rural de Bananal, no interior do Estado. O crime ocorreu na tarde de sábado (16) e segue sob apuração.

Equipes do Instituto de Criminalística (IC) realizaram perícia no local e veterinários tentam determinar se o animal ainda estava vivo no momento em que foi mutilado. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que “as diligências prosseguem visando o esclarecimento dos fatos e as devidas responsabilizações”.

Como aconteceu

De acordo com a investigação, dois amigos, Dalton Oliveira e Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, saíram para cavalgar na zona rural de Bananal. Dalton montava um cavalo de pelos escuros e Andrey conduzia um animal de pelos claros, que usava pela primeira vez.

Após percorrer cerca de 15 quilômetros, em uma região de serra, o cavalo de Andrey aparentou cansaço, deitou e apresentou dificuldades para respirar. Dalton relatou à polícia que o amigo, aparentemente embriagado, supôs que o animal estivesse morto.

Em seguida, Andrey teria dito: “Se você tem coração, melhor não olhar” e passou a golpear o cavalo com um facão, decepando suas patas. Dalton registrou a cena em vídeo, que foi publicado nas redes sociais e rapidamente viralizou, gerando grande repercussão e críticas.

Exames periciais

Uma médica veterinária esteve no local na terça-feira (19), mas devido à posição em que o corpo do cavalo foi encontrado, não foi possível confirmar se ele ainda estava vivo quando sofreu as mutilações. Novas análises devem ser realizadas.

Crime de maus-tratos

No Brasil, maltratar animais é crime previsto na Lei nº 9.605/1998, com pena de três meses a um ano de detenção e multa. Em casos que resultam na morte do animal, a pena aumenta em até um terço, podendo chegar a 1 ano e 4 meses de prisão.

A Polícia Civil segue investigando o caso para responsabilizar os envolvidos.