ALERTA

A esporotricose é uma doença causada por um fungo do gênero Sporothrix, naturalmente encontrado no solo ou em matéria orgânica, que pode infectar animais e humanos. Os gatos são mais propensos a desenvolver a doença, que é considerada zoonose, isto é, pode ser transmitida do animal para o homem.
Segundo a médica-veterinária Bianca B. Ganasin, patologista e pós-graduanda da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Umuarama está ocorrendo um aumento preocupante de casos dessa doença. O Programa de Pós-graduação em Saúde Animal e Produção Sustentável (PPS-UEM) está desenvolvendo um projeto com apoio do Prof. Dr. Rodrigo Garcia Motta, com foco na conscientização da população e dos médicos-veterinários acerca dessa doença.
Sinais de alerta aos tutores de pets
É importante que os tutores de pets estejam atentos aos principais sinais: feridas ou nódulos na pele, que podem evoluir rapidamente em úlceras e feridas profundas, podendo até mesmo infeccionar.
Contaminação e transmissão
Devido ao comportamento natural dos felinos, como a disputa de territórios com outros gatos e o ato de escavar a terra para esconder as fezes, os animais que possuem acesso à rua facilitam ainda mais a contaminação. Além disso, gatos machos não castrados apresentam maior manifestação desses comportamentos e, por conta disso, são os mais afetados pela esporotricose. A transmissão entre animais e humanos pode ocorrer por meio de arranhaduras e mordidas ou pelo contato com lesões cutâneas.
Tratamento
O tratamento da esporotricose humana é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e as medicações para o tratamento do animal também são oferecidas na unidade de saúde. Para quebrar o ciclo de transmissão, é indispensável que o animal também receba o tratamento medicamentoso adequado. O Hospital Veterinário da UEM conta com setores de Clínica Médica e Doenças Infectocontagiosas, onde são atendidos, diagnosticados e tratados os casos de esporotricose de forma rápida e eficaz.
Como prevenir
A castração é uma das formas de prevenção, pois diminui o interesse do animal pela rua. No entanto, é importante que os tutores tenham controle sobre seus pets e sobre o acesso deles à rua. Além disso, as boas práticas de higiene e a lavagem das mãos ao ter contato com solo, matéria orgânica e com animais desconhecidos podem prevenir a infecção em humanos.
Não abandone!
De acordo com alguns estudos e materiais educativos, alguns tutores acabam abandonando seus animais por conta da doença. O abandono, além de ser cruel e desumano, é um grande problema de saúde pública, pois favorece a disseminação da doença.
A esporotricose é uma doença de notificação compulsória e deve ser comunicada à Vigilância Sanitária. Mediante suspeita da doença, os tutores devem procurar atendimento médico-veterinário para tratamento e controle.
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