DOURADINA

A Polícia Civil através da Delegacia de Umuarama iniciou as investigações sobre um caso de sequestro que teria como resultado uma dupla execução, em Douradina. O crime foi evitado graças ao trabalho da Polícia Militar que localizou os suspeitos e a vítima a tempo.
A vítima, de 68 anos, identificada pelas iniciais M. M. de J., teria sido sequestrada em uma propriedade rural na comarca de Umuarama e encontrada dentro de um veículo durante uma abordagem na Avenida Brasil, em Douradina.
Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) teriam determinado a execução do idoso em razão de supostas acusações de crimes contra a dignidade sexual. A vítima, entretanto, negou as acusações.
Ainda segundo a investigação, os suspeitos foram até a residência do homem e o convenceram a acompanhá-los. Durante pouco mais de uma hora, ele permaneceu sob o domínio do grupo, até que o automóvel fosse interceptado pela PM.
No veículo estavam U.V.S.M., R.F.S., E.A. e E.N. Durante a abordagem, os policiais localizaram a vítima e apreenderam uma pistola Browning calibre 9 mm, com 12 munições intactas. Também foram encontrados balaclava, luvas, fitas adesivas, abraçadeiras plásticas e celulares.
A apuração aponta que o homem poderia ser submetido a uma espécie de “tribunal do crime”, com risco de ser executado. Ainda conforme a polícia, nenhum dos suspeitos confessou os fatos perante a Autoridade Policial. Dois optaram por permanecer em silêncio e os outros dois afirmaram apenas que estariam dando uma carona à vítima.
As primeiras informações, repassadas pela PM, são de que o filho do idoso, de 38 anos, também seria alvo de execução. “Quanto à possível prática de atos direcionados à vítima em potencial, filho do idoso, as circunstâncias serão melhor esclarecidas após a sua oitiva e o prosseguimento das diligências investigativas”, informou a Polícia Civil.
Os quatro investigados foram indiciados, em tese, por sequestro e cárcere privado, associação criminosa com emprego de arma de fogo e posse ou porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição de uso restrito.
O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e posteriormente será submetido à análise do Ministério Público. Os investigados permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer completamente as circunstâncias da ação e a motivação do crime.