MAUS-TRATOS

Um caso grave de possível envenenamento de animais foi registrado na manhã desta sexta-feira (14), em Alto Piquiri. Seis cães foram encontrados mortos na Rua Vereador Rosaldo Pacagnan, no Jardim Veneza, causando revolta entre moradores e protetores de animais.
A denúncia foi feita pela protetora Lia Rodrigues, que acompanha o caso. Dos seis animais mortos, cinco pertenciam à mesma família e o outro era de uma residência próxima.
Segundo moradores, todos os cães tinham responsáveis e eram considerados dóceis. Alguns costumavam sair para pequenos passeios pelas proximidades das casas, mas, conforme os relatos, permaneciam pouco tempo na rua.
Ainda de acordo com as informações repassadas à protetora, não havia histórico de conflitos envolvendo os animais ou reclamações relacionadas à presença deles na comunidade.
A suspeita é de que os cães tenham sido vítimas de envenenamento. O caso já foi denunciado e registrado por meio de Boletim de Ocorrência e deverá ser investigado pela Polícia Civil, que poderá apurar as circunstâncias das mortes e buscar identificar o responsável.

Maus-tratos contra animais são crime
O caso também chama atenção para a legislação brasileira de proteção aos animais. A Lei Federal nº 14.064/2020 alterou a Lei de Crimes Ambientais e estabeleceu que quem praticar abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar cães ou gatos pode ser condenado a reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda.
A legislação prevê ainda que, se houver morte do animal, a pena é aumentada de um sexto a um terço. Portanto, em um caso de maus-tratos contra cães ou gatos que resulte em morte, a legislação prevê uma consequência penal ainda mais grave.
Além da responsabilização criminal, a investigação pode reunir elementos como laudos veterinários, exames toxicológicos, imagens de câmeras de segurança, testemunhos e outros vestígios que possam ajudar a esclarecer como os animais morreram e quem seria o responsável.
A morte dos seis cães provocou indignação entre moradores e pessoas ligadas à proteção animal.
“A maldade humana surpreende a cada dia. Não dá para entender como alguém pode ter coragem de envenenar seres tão inocentes e que nunca fizeram mal para ninguém”, lamentou a protetora Lia Rodrigues.
A Polícia Civil deverá conduzir a investigação para esclarecer as circunstâncias das mortes e, caso seja comprovado o envenenamento intencional, identificar e responsabilizar o autor.