Umuarama

CASO ENZO

Secretaria de Saúde de Umuarama reafirma que adotou todas as medidas possíveis no caso Enzo

03/03/2026 10H09

Jornal Ilustrado - Secretaria de Saúde de Umuarama reafirma que adotou todas as medidas possíveis no caso Enzo

Desde o primeiro momento em que foi confirmada a morte do estudante Enzo Costa da Silva, de 12 anos, a Secretaria de Saúde de Umuarama adotou todas as medidas possíveis para apurar com lisura o que ocorreu na situação e tem interesse em esclarecer os fatos para evitar outros problemas futuros. A afirmação é da administração municipal, responsável pelo Pronto Atendimento Municipal (PAM 24h), e que tem a Saúde como uma das prioridades desta gestão. 

Nesta segunda-feira (02), a Prefeitura reafirmou o seu compromisso com a busca pela verdade e a apuração de todos os fatos, além de sua solidariedade para com a família de Enzo. A fala da Prefeitura ocorre após manifestação ocorrida na manhã de domingo, realizada por alguns populares que, igualmente, pedem esclarecimentos e condenam casos de erros médicos na cidade. 

Ainda no dia do falecimento de Enzo (dia 22 passado), a coordenação do Pronto Atendimento Municipal emitiu uma nota afirmando que abriu uma sindicância interna para apurar as circunstâncias do atendimento ao menino na Unidade de Saúde e determinou o afastamento preventivo da médica responsável, por ordem da Secretaria Municipal de Saúde. 

NOTA DO PA 

Assinada pelo médico e coordenador Leonardo Sandri, a nota afirma que os prontuários e registros clínicos relacionados ao caso em questão encontram-se sob análise cautelosa e criteriosa. “Em uma análise inicial e preliminar dos documentos disponíveis até o presente momento, não foram identificados indícios de erro médico, negligência, imprudência ou imperícia por parte da equipe de saúde envolvida nos atendimentos realizados nesta unidade. Ressaltamos, contudo, que a análise encontra-se em curso e que informações adicionais — incluindo exames complementares, laudos e eventuais documentos externos — serão coletadas e devidamente consideradas antes de qualquer conclusão definitiva.” 

FAMILIARES DO PACIENTE 

Conforme relato da família, Enzo começou a sentir fortes dores abdominais no dia 16 de fevereiro e foi levado ao PAM, sendo liberado após avaliação médica. No dia seguinte, retornou à unidade com piora do quadro, apresentando febre e intensificação das dores, quando foram solicitados exames. 

No dia 18, diante de sinais de inflamação abdominal grave e suspeita de apendicite, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e realizou a transferência para o Hospital Norospar. Na unidade hospitalar, foi constatada a ruptura do apêndice. O menino passou por cirurgia de urgência, mas evoluiu com infecção generalizada e não resistiu às complicações. 

HOSPITAL  

O Hospital e Maternidade Norospar, para onde a criança foi levada e operada, também emitiu nota na época, afirmando que Enzo deu entrada na instituição no dia 18 de fevereiro, encaminhado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), apresentando quadro grave de apendicite supurada associada à peritonite e choque séptico. 

Diante da gravidade do caso, o paciente foi submetido a procedimento cirúrgico de urgência. Após a intervenção, foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu em estado crítico, sob ventilação mecânica. A nota também informa que, apesar de todos os esforços técnicos e assistenciais empreendidos pela equipe multiprofissional, o quadro evoluiu com complicações decorrentes da sepse, culminando, infelizmente, em óbito. 

DEFESA DA MÉDICA 

Em entrevista ao Ilustrado, a profissional — que pediu para não ter o nome divulgado — negou negligência e afirmou estar sofrendo ataques nas redes sociais. Ela declarou que, no primeiro atendimento, o paciente não apresentava sinais típicos de abdome agudo, como febre alta, rigidez abdominal ou vômitos persistentes. No retorno, com agravamento do quadro, foram solicitados exames laboratoriais e de imagem. Segundo ela, apenas o exame de urina apresentou alteração compatível com possível infecção urinária, sendo iniciada medicação e solicitada ultrassonografia. Com o resultado do exame indicando suspeita de apendicite, afirmou ter acionado o SAMU e comunicado a equipe cirúrgica do hospital responsável pela internação. Apesar da intervenção, o quadro evoluiu de forma grave.