AGRONEGÓCIO

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), prevê para safra de soja 2022/2023 da região de Umuarama aumento de produção, principalmente pela estimativa de apenas 7% de perdas.
Conforme economista do Deral, Ático Luiz Ferreira, a produção da safra de soja para 2022/23 deve chegar 702 mil toneladas, com área plantada de 203.850 mil hectares. Os números representam um crescimento em relação a safra 2021/2022, que teve o recorde de 57% de perdas, devido a seca que assolou a região naquele período. “Para está safra o clima foi favorável ao desenvolvimento das plantas e as expectativas são muito boas”, disse.
Produzindo soja há 18 anos, Gerson Magnoni Bortoli, acredita que será a melhor safra da história da sua propriedade. Bortoli já foi campeão de produção de soja no Arenito Caiuá, com 214 sacas por alqueire. “Expectativa é colher acima de 200 sacas por alqueire”, ressaltou o produtor.

O agricultor ressalta que agora o sol precisa aparecer para começar a colheita. Gerson Bortoli estima que com dois dias de tempo firme as máquinas entrem na lavoura. “Precisa a chuva dar uma trégua para colocar as máquinas na lavoura, dois dias de sol dá para começar a colheita nos 185 alqueires plantados”, noticiou.
O Paraná é o segundo maior produtor de soja no País, com previsão de colher 20,7 milhões de toneladas na atual safra. Isso representa 14% da produção nacional que, por sua vez, responde por quase 40% do que é produzido da oleaginosa no mundo.
A análise faz parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 10 a 16 de fevereiro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
A expectativa para a atual safra é que sejam produzidos 383 milhões de toneladas de soja no mundo. Como principal produtor, o Brasil deve contribuir com 152,8 milhões de toneladas. Os Estados Unidos ocupam a segunda colocação, com 116 milhões de toneladas, seguidos da Argentina, com 40 milhões de toneladas. Os três países são responsáveis por mais de 80% da oleaginosa produzida no mundo.