Região

MAIS 2 ANOS

Prefeitos estão se mobilizando a fim de unificar as eleições em 2022

03/06/2019 10H43

O assunto foi debatido nesta reunião da Amerios em Umuarama

Umuarama – Prefeitos e vereadores de todo o País estão se movimentando para apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga por dois anos os mandatos dos atuais integrantes do Executivo e Legislativo municipais, eleitos em 2016, adiando o término para 2022, mesmo ano em que se conclui os mandatos dos governadores, deputados federais e estaduais eleitos em 2018. O objetivo é unificar as eleições no país.

Na região de Umuarama, o assunto foi colocado em pauta na sexta-feira durante a reunião da Associação dos Municípios de Entre Rios (Amerios), pelo prefeito de Pérola, Darlan Scalco que também é presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP). Nesta terça-feira, Darlan Scalco e os demais prefeitos do Paraná vão participar de uma reunião em Brasília com os deputados federais do Estado para debater o assunto. E a intenção é levar a maioria dos 399 prefeitos paranaenses até Brasília para fortalecer o movimento.

Darlan diz que a unificação das eleições é para evitar o gasto de R$ 4 bilhões com a eleição municipal prevista para o próximo ano, justamente num momento de crise nacional. E, bem antes do período eleitoral tudo para em função das campanhas. Além disso, os prefeitos reclamam que os orçamentos não se conversam com eleições a cada dois.

Na opinião de Darlan, os eleitores também não terão maiores dificuldades para votar, já que aumentaria apenas um nome na chapa de votação. É que numa eventual unificação da eleição, o eleitor teria de votar em 2022 para presidente, um senador, deputado federal, deputado estadual, governador, prefeito e vereador. Ele informou ainda que o movimento está crescendo muito e ganhando o apoio da população e dos deputados federais e senadores, os responsáveis pela votação. Apenas os deputados que são candidatos a prefeito de suas cidades ou têm parentes candidatos estão resistindo.

O deputado estadual Nelson Justus esteve sexta-feira em Mariluz e também defendeu a prorrogação dos mandatos dos atuais prefeitos e vereadores. Ele acha que o País não suporta uma eleição a cada dois anos e, principalmente, agora com essa paradeira na economia nacional.

A PROPOSTA

A PEC é de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB-SC). Ele afirma que a proposta vai ao encontro do interesse público e apresenta diversas vantagens, entre elas a economia dos recursos públicos gastos em eleições. “O impacto positivo será experimentado a curto prazo, pois o pleito de 2020 já não mais ocorrerá. Os valores poderão ser utilizados em serviços essenciais à população”, disse.

Mendonça argumenta ainda que a supressão do pleito eleitoral de 2020 permitirá que a classe política se concentre nas reformas que o País precisa para voltar a crescer e gerar empregos.

Tramitação

A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto aos seus aspectos constitucionais, jurídicos e de técnica legislativa. Se admitida, será discutida em uma comissão especial e votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara