Cotidiano

JUSTIÇA

Absolvido pelo Tribunal do Júri, homem confessa assassinato ocorrido em Umuarama após nova prisão

05/06/2026 12H59

Jornal Ilustrado - Absolvido pelo Tribunal do Júri, homem confessa assassinato ocorrido em Umuarama após nova prisão

O assassinato de Ricardo Aparecido da Silva, de 38 anos, conhecido como “Chupeta”, voltou ao centro das atenções em Umuarama após uma reviravolta revelada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (5). Um homem que havia sido absolvido pelo Tribunal do Júri no processo que investigava o crime confessou espontaneamente ser o autor do homicídio durante uma nova prisão realizada no último dia 26 de maio.

A confissão ocorreu quando D.L.F. foi preso em uma operação que apura crimes de extorsão e ameaças contra proprietários de garagens de veículos em Umuarama. Segundo informações das forças de segurança, durante a abordagem e os procedimentos da prisão, ele admitiu aos policiais civis e militares que matou Ricardo Aparecido da Silva em outubro de 2023.

De acordo com os investigadores, o homem afirmou acreditar que não sofreria novas consequências jurídicas pela confissão, uma vez que já havia sido absolvido pelo Tribunal do Júri no processo relacionado ao homicídio.

Durante a investigação que resultou no julgamento, D.L.F. e outro suspeito sustentaram que não possuíam envolvimento com o crime. A defesa também argumentou que D.L.F. possuía uma perna amputada, condição que, segundo a versão apresentada na época, impossibilitaria a execução de um homicídio com as características do caso.

O crime

Ricardo Aparecido da Silva foi assassinado na noite de 30 de outubro de 2023, em frente à residência onde morava, em Umuarama.

Segundo as investigações, ele estava em um bar localizado na esquina de sua casa e, ao retornar para o imóvel, foi surpreendido por diversos disparos de arma de fogo. Os tiros partiram de ocupantes de um Chevrolet Astra preto, que deixou o local logo após a execução.

Na época do crime, Ricardo utilizava tornozeleira eletrônica e havia deixado a Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste (PECO) cerca de uma semana antes de ser morto.

Ele possuía antecedentes criminais e respondia por diversos delitos, incluindo três homicídios registrados em 2015. Dois desses crimes ocorreram no Parque Dom Pedro I, em Umuarama. Além disso, também tinha condenações e processos relacionados a tráfico de drogas e roubo agravado.

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