INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil de Umuarama divulgou, na manhã desta quarta-feira (22), novas informações sobre a investigação envolvendo a suposta venda fraudulenta de um terreno no município. Diferentemente do que poderia ser interpretado após a divulgação da ocorrência pela Polícia Militar, o homem de 28 anos apontado como suspeito não foi preso e o caso segue em investigação.
Segundo a Polícia Civil, a ocorrência foi registrada na terça-feira (21), após a Polícia Militar ser acionada para atender uma denúncia de estelionato relacionada à negociação de um imóvel.
Conforme as informações preliminares, uma das vítimas teria pago R$ 65 mil pela compra de um terreno anunciado em uma rede social. Após realizar as transferências, o comprador foi até o endereço do imóvel e constatou que ele já era ocupado por outras pessoas e pertencia a terceiros, que afirmaram não ter autorizado qualquer negociação.
O homem apontado como responsável pela negociação foi localizado em seu local de trabalho pela Polícia Militar e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos cabíveis. No entanto, de acordo com a nota divulgada pela Polícia Civil, ele ainda não havia sido ouvido até a manhã desta quarta-feira.
A Polícia Civil também esclareceu que o suspeito não foi preso, uma vez que não havia situação de flagrante delito.
Segundo a corporação, o crime de estelionato já estaria consumado no momento em que a negociação fraudulenta foi concluída, inexistindo os requisitos legais que autorizassem a lavratura de prisão em flagrante.
“O suspeito não foi preso. O delito já havia se consumado no momento da negociação fraudulenta, inexistindo situação de flagrância apta a justificar a prisão em flagrante do investigado”, destacou a Polícia Civil em nota.
Ainda conforme a Polícia Civil, as investigações apontam, neste momento, que não existe vínculo de parentesco entre o investigado e os antigos proprietários do terreno, o que também está sendo apurado durante o inquérito.
A corporação informou ainda que, até o momento, não foram encontrados registros de outras ocorrências semelhantes envolvendo o suspeito, embora novas diligências estejam sendo realizadas para esclarecer completamente os fatos e verificar se há outras possíveis vítimas.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 11h50 de terça-feira (21), na Rua Jamil Helu, após a denúncia de uma possível fraude na venda de um terreno.
No local, os policiais conversaram com o comprador, que informou ter negociado a aquisição do imóvel com um homem identificado pelas iniciais M. N. S., após visualizar um anúncio em rede social. O pagamento foi realizado por meio de transferências bancárias.
Entretanto, ao comparecer ao imóvel, o comprador descobriu que o terreno já possuía ocupantes e que os verdadeiros proprietários não haviam autorizado qualquer venda.
Além do comprador, duas mulheres, de 45 e 71 anos, também figuram como vítimas na ocorrência.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que deverá ouvir os envolvidos e reunir novos elementos para esclarecer as circunstâncias da suposta fraude.