MEIO AMBIENTE

O aparecimento de peixes mortos e até mesmo de uma arraia boiando na superfície do Lago Tucuruvi, em Umuarama, chamou a atenção de frequentadores do local nesta semana e levantou suspeitas sobre uma possível contaminação da água.
A situação gerou preocupação entre moradores, pescadores e pessoas que utilizam o lago para lazer e caminhadas. Diante da repercussão, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram no local para averiguar a situação.

Segundo a prefeitura, medições realizadas apontaram que o nível de oxigênio da água está dentro da normalidade. A administração municipal afirma ainda que, até o momento, não há indícios de despejo de esgoto diretamente no lago e que a mortandade dos animais pode estar relacionada a um fator isolado.
Mesmo sem sinais aparentes de contaminação, amostras da água foram recolhidas para análise laboratorial. O resultado deve ficar pronto entre 10 e 15 dias.
De acordo com a prefeitura, as duas galerias existentes no lago são destinadas exclusivamente para drenagem de águas pluviais. Ainda assim, o município não descarta a possibilidade de ligações clandestinas de esgoto.

“O morador interliga a rede de esgoto dele em uma galeria de água pluvial”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Saúde, Proteção e Bem-Estar Animal, Nelson Bigeschi Júnior, ao comentar uma das hipóteses investigadas. A prefeitura reforçou que a rede oficial de esgoto passa próxima ao lago, mas sem qualquer contato direto com a água.
A Sanepar informou que não há sinais de vazamentos na tubulação de esgoto da região, que encaminha os resíduos diretamente para a estação de tratamento. A companhia afirmou também não ter conhecimento, até o momento, de possíveis ligações clandestinas no local.
Ainda segundo a Sanepar, caso exista algum despejo irregular diretamente no lago, a responsabilidade pela fiscalização e apuração cabe aos órgãos ambientais competentes.
A reportagem esteve no Lago Tucuruvi na tarde de quarta-feira (20) e constatou que, embora houvesse algumas embalagens e resíduos descartados próximos às margens e poucos materiais dentro da água, não havia mau cheiro ou sinais visíveis de poluição intensa.

Frequentadores que costumam pescar no lago relataram que o aparecimento de animais mortos não é algo frequente, embora situações isoladas já tenham sido observadas anteriormente.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Saúde, Proteção e Bem-Estar Animal, Nelson Bigeschi Júnior, também esteve no local para acompanhar a situação. Segundo ele, nenhuma irregularidade aparente foi identificada durante a vistoria inicial. “Nós encontramos um cachorro morto na margem da água, e o mau cheiro estava bem forte, mas logo retiramos o animal e a situação foi controlada. Não sabemos o que aconteceu para que esse animal tenha acabado dentro da água”.
O secretário reforçou que todas as medidas necessárias estão sendo tomadas, incluindo a análise da água, e informou que o caso será encaminhado ao Instituto Água e Terra (IAT) para apuração de eventual crime ambiental.

Além da atuação do poder público, a preservação ambiental também depende da colaboração da população. A orientação é para que moradores evitem descartar lixo nas proximidades do lago, tenham consciência ambiental e denunciem situações suspeitas por meio da Ouvidoria da Prefeitura, pelo telefone 156.
O Lago Tucuruvi é um dos principais espaços de lazer e convivência de Umuarama, recebendo diariamente famílias, pescadores e praticantes de atividades físicas. A preservação do local é considerada fundamental para garantir qualidade de vida e equilíbrio ambiental na cidade.

