NO PARANA

O padre Genivaldo de Oliveira, de Cascavel, foi indiciado pela Polícia Civil por meio do Núcleo de Proteção à Crianças e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria) por crimes contra a dignidade sexual de dez vítimas. O inquérito foi concluído na manhã desta segunda-feira (29) e encaminhado ao Poder Judiciário, que irá definir se acolhe ou não as acusações.
Segundo a Polícia Civil, o sacerdote foi indiciado por tráfico de drogas, curandeirismo, assédio sexual, importunação sexual, violação sexual mediante fraude e estupro de vulnerável. Ele está preso desde o dia 24 de agosto e atualmente está recolhido no Complexo Penal de Curitiba.
De acordo com a Polícia Civil, durante as investigações foram identificadas 10 vítimas dos crimes, sendo que a mais nova tinha 12 anos na época do crime. O somatório das penas cominadas aos crimes imputados ultrapassa 150 anos de reclusão.
Ainda segundo a Polícia Civil foi reconhecida a incidência da circunstância agravante referente à violação de dever decorrente do investigado exercer função religiosa na condição de sacerdote. Aplicam-se ainda os institutos jurídicos da continuidade delitiva e do concurso material de crimes.
Segundo a polícia, os crimes começaram em 2009 e ocorreram até 2025 e envolveu diferentes vítimas. O último teria ocorrido há cerca de dois meses. Segundo a polícia, o sacerdote atuava como terapeuta, mas sem ter formação para isso e oferecia drogas às vítimas.
De acordo com a polícia, a investigação contou com a colaboração de órgãos parceiros e foi conduzida com absoluto rigor técnico, respeitando-se os direitos fundamentais de todas as partes envolvidas no processo. Para preservar a dignidade das vítimas e a integridade do processo judicial, não serão fornecidos detalhes adicionais sobre as circunstâncias específicas dos crimes ou a identidade dos envolvidos.