16 VÍTIMAS

O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 15ª Promotoria de Justiça de Cascavel, apresentou um aditamento à denúncia criminal contra um padre afastado, Genivaldo Oliveira dos Santos, de 42 anos, que está preso desde agosto deste ano investigado pela prática de diversos crimes sexuais. O documento foi ampliado após a inclusão de novos depoimentos, que apontaram quatro novos crimes cometidos contra três novas vítimas.
Com a atualização, o religioso passa a ser denunciado por 25 crimes cometidos contra 16 pessoas, com idades entre 12 e 48 anos à época dos fatos. Entre os delitos estão nove estupros de vulnerável, dois casos de violação sexual mediante fraude (um tentado e outro consumado), seis de importunação sexual, um de entrega de substância nociva à saúde com finalidade medicinal e sete de tráfico de drogas, por vender, entregar e ministrar entorpecentes. As novas acusações envolvem três vítimas da mesma família, de 17, 18 e 48 anos.
Segundo a promotoria, o adolescente, de 17 anos, foi vítima de estupro e importunação sexual, enquanto a irmã e a mãe, de 18 e 48 anos, teriam sido induzidas à distribuição e ao consumo de drogas. Os três foram atendidos pelo padre na casa paroquial da igreja onde ele atuava, em 2023.
As acusações são resultado das investigações conduzidas pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), unidade do MPPR em Cascavel, no contexto da Operação “Lobo em Pele de Cordeiro”, que revelou uma série de abusos cometidos ao longo de anos.
Além da condenação às penas previstas em lei, o Ministério Público requer que o padre afastado indenize as vítimas pelos danos materiais e morais sofridos. Os valores solicitados variam entre R$ 20 mil e R$ 150 mil por pessoa.
O MPPR também solicitou a manutenção da prisão preventiva do denunciado, sob o argumento de garantir a ordem pública e a regularidade da instrução criminal, conforme decisão judicial anterior que já havia convertido a prisão temporária em preventiva.
O Ministério Público agora aguarda o recebimento da denúncia e o deferimento dos pedidos pelo Poder Judiciário para o prosseguimento da ação penal.