RECUSOU BEIJO

O Ministério Público do Paraná denunciou criminalmente o homem de 24 anos acusado de espancar brutalmente uma recepcionista dentro de um hotel em Curitiba. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (16).
O crime ocorreu no dia 7 de março e ganhou repercussão nacional após imagens da agressão circularem nas redes sociais.
A denúncia foi apresentada pela 6ª Promotoria de Justiça de Crimes Dolosos Contra a Vida de Curitiba, que apontou uma série de crimes graves contra o suspeito.
De acordo com o Ministério Público, o acusado, identificado como Jhonathan Reynaldo dos Santos, deve responder por: tentativa de feminicídio; tentativa de estupro que resultou em lesão grave e fraude processual.
A acusação também aponta as qualificadoras de uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Recusou beijo
A vítima é a recepcionista Maria Niuzete Batista, de 55 anos, funcionária do hotel onde o suspeito estava hospedado.
Conforme a investigação da Polícia Civil do Paraná, o homem perseguiu a funcionária dentro do estabelecimento e a atacou. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele agride a vítima enquanto ela implora por ajuda.
Segundo relato da própria recepcionista, a violência começou após ela recusar um beijo solicitado pelo suspeito.
O agressor foi preso em flagrante no dia do crime por policiais da Polícia Militar do Paraná. Posteriormente, a Justiça converteu a prisão em preventiva, a pedido do Ministério Público.
Ainda de acordo com a denúncia, o suspeito tentou atrapalhar a investigação.
Segundo o Ministério Público, ele retirou da tomada o computador que registrava as imagens das câmeras de segurança da recepção, numa tentativa de impedir o registro da agressão, o que caracterizou fraude processual.

Indenização de R$ 100 mil
O promotor André Tiago Pasternak Glitz informou que o Ministério Público também solicitou que a Justiça determine indenização de R$ 100 mil por danos materiais e morais à vítima.
“Além dessas imputações, o Ministério Público pede também a fixação, ao final, de uma indenização por danos materiais e morais a essa mulher, no valor equivalente a R$ 100 mil”, afirmou o promotor.
Agora, a denúncia será analisada pela 2ª Vara Privativa do Tribunal do Júri de Curitiba. Caso seja aceita pela Justiça, o caso seguirá para processo criminal.
No início das investigações, a Polícia Civil havia indiciado o suspeito por tentativa de homicídio qualificado, descartando naquele momento a hipótese de feminicídio. A defesa da vítima contestou a interpretação. Com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o caso agora passa a ser analisado pela Justiça, podendo avançar para julgamento no Tribunal do Júri.