AVENTURA

Viajar sobre duas rodas, conhecer países, pessoas e culturas diferentes já faz parte da rotina de vida do professor de educação física aposentado Maurizio Pistore. Ele desembarcou com sua moto na tarde desta segunda-feira (12) em Umuarama e juntamente com o amigo e médico Sílvio Roberto Corrêa, visitou o Ilustrado.
Italiano, sorridente e muito bem-humorado, Pistore lembrou que esta é a segunda vez que passa pela Capital da Amizade e salientou em uma mistura de inglês, espanhol e italiano que a cidade cresceu e mudou muito nos últimos 15 anos.

Em suas viagens, pontos de parada consideram também a presença de conterrâneos da comunidade de Pontelongo, cidade localizada na região de Padova, na Itália. “Como meu avô era de Pontelongo e eu e minha família fomos até lá, temos a cidadania italiana, o Maurizio acaba nos visitando”, explicou Sílvio Correa.
Esta etapa da viagem começou em 08 de dezembro e Pistore já passou pelo extremo da América do Sul e agora entrou no Brasil por Puerto Iguazú, na Argentina e pretende sair por Guaíra, rumo ao Paraguai, visitando todos os países até as Guianas e depois entrar novamente em terras brasileiras pela região Norte, descer o litoral, visitar conhecidos no interior paulista e terminar o percurso no Rio Grande do Sul. Depois a aventura segue para a Austrália.

Pistore contou que há mais de 20 anos faz anualmente uma volta ao mundo e suas aventuras podem ser acompanhadas em sua página no Facebook. Os custos são bancados com sua aposentadoria e ainda conta com a cumplicidade da esposa, que permanece na Itália e é a base para resolver tudo. Atualmente já passou por 134 países e um dos que mais gostou foi o Irã, que vive momentos de protestos da população e já tem um saldo de mais de 2 mil vidas perdidas. ‘A gente do Irã é fantástica. Muito simpática, amigável e procura te ajudar em tudo. Mas o governo é terrível mesmo”, comentou.

Aos 70 anos, confessou que a idade começa a pesar. A rotina é dura. A média e de 400 km percorridos por dia, em uma motocicleta grande e pesada além de equipamentos que carrega que pesam cerca de 60 quilos. “Mas não importa a moto. O importante é conhecer a gente pelo mundo, sua cultura”, finalizou Pistore.


