DESAPARECIMENTO

Uma lancha que teria passado muito próximo a embarcação e realizado manobra pode ser responsável pelo incidente que levou ao desaparecimento de Pedro Maldonado, nas águas do rio Paraná, na tarde de domingo (22).
A suspeita é que a lancha tenha provocado ondas que podem ter derrubado Pedro de seu barco, que é de menor porte. O incidente foi visualizado por populares, que estavam em outra lancha que subia o rio, no sentido contrário.
Em vídeo, os dois homens conversam entre si dizendo que visualizam os chinelos e um colete, mas que Pedro não boia. “boiou ninguém. Cadê o cara, mano? Aparece ai, ‘véio’”? “Cadê ‘ocê’ mano?”, começam a gritar. Dizem que estão com as pernas tremendo e se aproximam da embarcação presa em igarapés para desligar o motor, que estava ligado. E repetem o tempo todo que não viram ‘o cara’, em referência a Pedro.
O barco onde estava Pedro Maldonado foi encontrado com o motor ligado, a deriva e próximo a igarapés, com dois coletes salva-vidas. Não foi possível confirmar que o estudante também usava o equipamento de segurança.
Ainda segundo a familiar, Pedro sabe nadar, conhece bem a região e o rio e a esperança é que tenha conseguido chegar até uma das ilhas. Neste momento, além da embarcação dos bombeiros, amigos e familiares estão em outros cinco barcos, também atuam como voluntários em busca do estudante. No domingo, esse número chegou a 15 embarcações.
Pedro e sua família são muito conhecidos em Alto Paraíso. O pai é motorista da ambulância e a mãe professora da rede municipal de educação. Ele e os irmãos foram criados na cidade e no rio, onde costuma pescar na companhia de familiares.
Segundo relato de uma tia, na tarde de domingo o jovem foi apenas dar uma volta no rio, onde sempre costuma pescar com o pai, irmãos e outros familiares. “Ele nunca vai sozinho. Ontem estava”, contou a mulher. Ela ressaltou que o sobrinho não estava pescando, pois respeita o período da piracema, que termina no próximo dia 28 de fevereiro.
O Corpo de Bombeiros informou agora cedo que as buscas ganham o reforço de embarcação da Marinha do Brasil e que seguem durante o dia na superfície do rio Paraná. Por não haver ponto exato do desaparecimento, buscas aquáticas no momento não serão realizadas.