Umuarama

APÓS FRAUDE ELEITORAL

Justiça Eleitoral já tem data para definir vereador que fica no lugar de Lucas Grau

26/09/2025 18H10

Jornal Ilustrado - Justiça Eleitoral já tem data para definir vereador que fica no lugar de Lucas Grau

A Justiça Eleitoral de Umuarama definiu o próximo dia 06 de outubro, às 16h30, para ser realizada a recontagem dos votos das eleições proporcionais de outubro de 2024. A ação vai definir quem será o suplente a vereador que ficará com a vaga deixada por Lucas Grau, após o Tribunal Regional Eleitoral confirmar a decisão de primeiro grau que anulou todos os votos recebidos no pleito pelo Partido Novo por fraude na cota de gênero feminino.

A recontagem inclui os votos de todos os partidos que disputaram o pleito após a retirada dos votos obtidos pelo Partido Novo.

O edital judicial que definiu a data, local e responsável pela recontagem foi publicado nesta quinta-feira (25) no Diário de Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná e é assinado pela juíza eleitoral Sandra Lustosa, da 89ª Zona Eleitoral de Umuarama.

Consta no documento: “designa, nos termos da Resolução TSE nº 23.736/2024, o dia 06 de outubro de 2025, às 16h30m, para o procedimento de reprocessamento da totalização das eleições proporcionais do município de Umuarama, no Fórum Eleitoral”.

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O TRE confirmou a cassação do mandato do vereador Lucas Grau, do Partido Novo, em Umuarama

JULGAMENTO

O julgamento do Partido Novo ocorreu na tarde desta segunda-feira (22) e foi transmitido ao vivo pela página oficial do TRE-PR no YouTube. Por seis votos contra um, o TRE-PR reconheceu a validade da sentença de primeiro grau da Justiça Eleitoral de Umuarama que anulou todos os 4.558 votos obtidos nas urnas pelo Partido Novo na última eleição para o cargo de vereador de Umuarama em outubro de 2024.

Com isso, o vereador eleito pela legenda com 1.906 votos, Lucas Grau, perdeu o mandato.

ENTENDA

No último pleito municipal, o Partido Novo lançou dez candidatos a vereador, sendo três mulheres. Entre elas estava Juliana Clara Monico, esposa do pastor José Francisco de Paula Júnior, o Pastor Jotha Júnior, que também disputou o pleito pela mesma legenda.

Juliana obteve apenas cinco votos e segundo a Justiça Eleitoral, não conseguiu comprovar ações consideradas de campanha, como pedir votos para si, produção e distribuição de material impresso, campanha em redes sociais, entre outras ações.

Segundo o desembargador Luiz Osório Moraes Panza, que abriu divergência da relatora, a desembargador Tatiane de Cassia Viese, a candidatura de Juliana Clara Monico foi fraudulenta, formalizada apenas para preenchimento de legenda de cotas femininas de 30%, que é obrigatório por lei. Segundo o desembargador, o conjunto de ausências, levou ao reconhecimento da prevalência da sentença de primeiro grau.

NULIDADE

Em 08 de abril, a Justiça Eleitoral anulou todos os votos obtidos nas urnas pelo Partido Novo na eleição para o cargo de vereador de Umuarama em outubro de 2024.

Na decisão, a juíza da 89ª Zona Eleitoral, Sandra Lustosa, disse que houve fraude à cota de gênero com o registro de candidatura fictícia de Juliana Clara Monico. Na decisão, foi declarada a inelegibilidade de Juliana Monico pelos próximos 8 anos.

A AÇÃO

A situação é resultado de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) promovida pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB).

DEFESA

Em sua prestação de contas à Justiça Eleitoral, Juliana apresentou uma declaração de gastos de R$ 245,00 refente a material impresso, que teria bancado com recursos próprios. Na campanha, cada candidato a vereador estava autorizado a gastar até R$ 69.385,61 de recursos próprios ou do Fundo Partidário. O Ilustrado tenta contato com Juliana Monico. O espaço está aberto para manifestação.