Umuarama

Comércio

Inadimplência na região de Umuarama supera os 31 mil consumidores

05/09/2018 13H00

Umuarama – Dados levantados pela Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama (Aciu) revelam que o número de inadimplentes na região de Umuarama atingiu a marca de 31.745 pessoas. Deste número, o total da dívida dos consumidores chega R$ 14 milhões, incluindo Umuarama e seus distritos, além de Maria Helena, Xambrê, Cafezal do Sul e Perobal.

O número de inadimplentes no comércio regional cresceu 3,2% em agosto de 2018, se comprado ao mesmo mês de 2017, segundo o banco de dados do SPC-Brasil – Serasa. Em um comparativo de janeiro a julho deste ano, o aumento é de 5,2% com relação ao mesmo período de 2017. Sendo que dos 31.745 inadimplentes 56,5% são mulheres (17.936) e 43,5 são homens (13.809). “Historicamente há mais mulheres no banco de dados de inadimplentes pois, geralmente, são elas que vão às compras em nome da família, tanto em mercados, lojas, financeiras, bancos, etc”, analisa Orlando Luiz Santos, presidente da Aciu.

Quando a pesquisa é refinada por idade, os maiores devedores estão entre a população dos 30 a 39 anos e representam 25,31%, seguidos pelos com 40 a 49 anos 23,96% e dos 50 aos 64 anos 22,45%.

Desafogando

Dentro da porcentagem em que incluem os aposentados, as empresas de Umuarama esperam uma redução nas dívidas dessa classe da comunidade, com o início do pagamento do 13o Salário aos aposentados. De acordo com a Secretaria de Previdência, o depósito será realizado junto com a folha mensal de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre os dias 27 de agosto e 10 de setembro, conforme a Tabela de Pagamentos de Benefícios 2018.

Consumo caindo

O indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), elaborado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e divulgado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR), teve queda no mês de agosto. Na comparação com julho, baixou de 104,9 pontos para 103,3 pontos em agosto, redução de 1,6%. Por outro lado, na comparação com agosto de 2017 o indicador mostra elevação de 8,9%. Apesar da variação mensal negativa, a intenção de consumo do estado teve o melhor agosto desde 2015 e se mantém acima da média nacional, que é de 85,6 pontos.

O perfil de consumo das famílias de maior renda vem derrubando o indicador desde abril. Após a recuperação expressiva no primeiro trimestre, observa-se que as classes A e B iniciaram um processo de contenção dos gastos. De julho para agosto a ICF entre as famílias que auferem renda acima de dez salários mínimos caiu 6,6%. Nas classes C, D e E também houve redução do indicador, mas de apenas 0,39%.

Ainda conforme a pesquisa, o fraco crescimento da economia e as dificuldades de reação do mercado de trabalho desencorajam o consumidor a gastar, sobretudo em compras não essenciais. A tensão pré-eleitoral e o cenário político indefinido agravam a insegurança das famílias.