CRUELDADE

A prisão preventiva do homem investigado por incendiar uma residência e matar um filhote de cachorro em Umuarama já havia sido divulgada pela Polícia Civil. Nesta sexta-feira (31), porém, o delegado-chefe da 7ª Subdivisão Policial (SDP), Izaias Cordeiro de Lima, concedeu entrevista coletiva para detalhar as investigações do caso, que provocou grande repercussão e revolta na cidade.
Segundo o delegado, o crime ocorreu na madrugada de 2 de junho de 2026 e foi planejado. As investigações apontam que o suspeito, identificado pelas iniciais G.M.M., esteve na residência horas antes do incêndio e retornou ao local por volta das 23h59, quando invadiu o imóvel e ateou fogo utilizando gasolina.
De acordo com Izaias, o investigado arrombou o portão e a porta da casa com um pé de cabra e espalhou o combustível por diversos cômodos, provocando focos de incêndio simultâneos. “Logo no primeiro atendimento, tanto a perícia quanto os investigadores constataram elementos que indicavam tratar-se de um incêndio criminoso”, afirmou.
O delegado também revelou detalhes sobre a morte do filhote de cachorro que estava na residência. Conforme a investigação, o animal teve as patas quebradas antes do incêndio, o que o impediu de fugir das chamas. A lesão foi constatada por um profissional após o animal ser levado pela irmã da vítima.
“Os demais animais conseguiram escapar, mas esse filhote acabou carbonizado. A violência empregada demonstra a ira do autor e indica que ele pretendia causar ainda mais sofrimento à vítima”, destacou.
Questionado sobre a motivação, Izaias afirmou que a principal hipótese é de uma rixa ou vingança, mas evitou revelar detalhes sobre a relação entre investigado e vítima para não comprometer outras apurações em andamento.
O delegado explicou ainda que o suspeito já estava preso por outro crime. Ele foi detido em flagrante pela Delegacia da Mulher por descumprimento de medida protetiva em um caso de violência doméstica. Dias depois, a Justiça decretou também sua prisão preventiva pelos crimes de incêndio e maus-tratos a animal com resultado morte.
Segundo a Polícia Civil, apenas um suspeito foi identificado até o momento, embora existam indícios da participação de uma segunda pessoa, que ainda não foi localizada.