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Hackers ‘sequestram’ servidores de empresas e prefeituras e pedem resgate em Bitcoins

03/06/2019 14H25

ALERTA Hackers ‘sequestram’ servidores de empresas e prefeituras e pedem resgate em Bitcoins

Umuarama – Com o avanço da tecnologia, a garantia de privacidade está cada vez mais relativada. Sabendo como e onde procurar, nada mais é segredo no mundo digital. Contando com ‘falhas’ nos sistemas de segurança, hackers têm atuado na região de Umuarama ‘sequestrando’ servidores e pedindo resgates em criptomoedas, os Bitcoins para devolver os dados.
Esta semana, a última vítima foi a Prefeitura de Alto Piquiri, a 43 km de Umuarama. Segundo o prefeito Luís Carlos Borges Cardoso, na quinta-feira (30) pela manhã os funcionários estavam sem qualquer forma de acesso ao servidor do Município e a administração recebeu uma mensagem pedindo cerca de R$ 20 mil em moedas virtuais para que o acesso fosse devolvido.

 

SEM PAGAMENTO

“Não vamos pagar por esse resgate. Formalizamos um boletim de ocorrência na delegacia”, explicou. Ainda segundo Cardoso, o backup do servidor estava atualizado até o dia 23 último. “Dessa data até hoje estamos tendo que refazer todo o trabalho, o que nós gera um monte de inconvenientes e atrasos. Até a folha de pagamento está tendo que ser refeita e possivelmente será paga com atraso”, afirmou.
Segundo a Polícia Civil, a atuação de hackers ‘sequestrando’ servidores e dados não é novidade e pode acontecer se o sistema de tecnologia de informação não for de ponta e atualizado constantemente.

OUTRAS VÍTIMAS

“Empresas e principalmente órgãos públicos têm que investir na proteção de dados. É um assunto sério e equipamentos e tecnologia precisam de atualização constante para evitar esse tipo de problema”, salientou o delegado-chefe da 7ª SDP, Osnildo Carneiro Lemes.
Nos últimos dois anos, diversas prefeituras da região, inclusive de Cruzeiro do Oeste e de Umuarama passaram por situações similares à de Alto Piquiri, além de empresas e associações comerciais.
“Agora estamos reforçando nossa segurança para que isso não volte a acontecer”, afirmou o administrador de Alto Piquiri.