PEDIDO DE AJUDA

Uma história marcada pela ausência e pela esperança mobiliza uma família de Umuarama, no noroeste do Paraná. Aos 75 anos, Adair Aparecido de Souza, morador da Rua Cândido Portinari, no Conjunto Ouro Preto, tenta reencontrar a mãe, Maria Francisca da Silva, desaparecida desde a década de 1950, quando ele tinha apenas dois anos de idade.
O apelo chegou à reportagem por meio de Edna Aparecida de Souza, filha de Adair, que decidiu buscar ajuda para tentar localizar a avó, de quem a família nunca mais teve notícias. “Meu pai cresceu sem saber o que aconteceu com a mãe. É uma história que sempre ficou sem resposta”, relata.
Maria Francisca da Silva foi casada com Theodolino Pereira de Souza, já falecido. Natural de Minas Gerais, ele viveu grande parte da vida em Umuarama, onde morreu em 1996, aos 91 anos, de causas naturais. Segundo a família, ele sempre contou que, em um dia comum de trabalho, saiu de casa e, ao retornar, a esposa já não estava mais, tendo deixado para trás o marido e os três filhos pequenos.
O casal vivia, na época, na cidade de Marialva, no Paraná, para onde haviam se mudado ainda na década de 1950. Juntos, tiveram três filhos: Adair Aparecido de Souza, hoje com 74 anos; Ademar Pereira de Souza, de 72 anos, atualmente residente em Iporã; e Mirtes Pereira de Souza, já falecida, que viveu em São Paulo.
A família trabalhava na agricultura, geralmente como caseiros em sítios e fazendas da região. Após o desaparecimento de Maria Francisca, Theodolino se mudou com os filhos para Umuarama, onde reconstruiu a vida e criou as crianças.
Desde então, nunca mais houve qualquer contato ou informação concreta sobre o paradeiro da mãe. “A única coisa que sabemos é que ela era natural de Bom Jesus da Lapa, na Bahia, e que era loira”, conta Edna.
Caso ainda esteja viva, Maria Francisca da Silva teria atualmente cerca de 96 anos. A família não sabe se ela está viva, mas mantém a esperança de, ao menos, obter alguma informação sobre o que aconteceu.
O principal objetivo, segundo Edna, é dar ao pai a oportunidade de encerrar esse capítulo da vida. “Se ela estiver viva, queremos encontrá-la. Se não estiver, queremos saber o que aconteceu. É uma resposta que meu pai espera há mais de 70 anos”, afirma.
A família pede que qualquer informação que possa ajudar a localizar Maria Francisca da Silva seja repassada através do número (44) 9814-9295 ou à redação do jornal.