PREJUÍZO DE R$ 20 MIL

Desde que começou a funcionar em Umuarama, no início de novembro do ano passado, a Zona Azul Digital ampliou o número de vagas de estacionamento no centro, onde existe a cobrança, e complicou a situação de ruas e avenidas laterais, onde não existe a cobrança e para onde migraram os carros de quem trabalha no centro. Por isso, a situação tem sido alvo de reclamações e discussões entre alguns moradores e empresários que se sentem prejudicados. E até pedem a ampliação da Zona Azul para também terem vagas em seus estabelecimentos. Além disso, alguns ainda reclamam de falhas nos parquímetros (totens) e citam dúvidas quanto ao funcionamento do aplicativo.
Apesar das controvérsias, o sistema de estacionamento rotativo é considerado uma realidade em cidades de médio e grande porte, contribuindo para a organização do trânsito e a rotatividade de vagas. Municípios como Maringá, Londrina e Curitiba adotam o modelo há anos, além da presença de estacionamentos privados pagos por hora. Para especialistas, essas medidas acompanham o avanço econômico e estrutural das cidades e refletem seu crescimento.
Entretanto, em alguns pontos do município, a ausência do sistema também tem gerado prejuízos. É o caso da empresária Iris Lamberti Ziober, proprietária da Le Petit Chéri. Segundo ela, a falta da Zona Azul na Avenida Apucarana tem impactado diretamente o movimento do estabelecimento.
De acordo com a empresária, trabalhadores de empresas e clínicas da região passaram a estacionar por longos períodos ao redor do Bosque Uirapuru, inclusive em frente à padaria, dificultando o acesso dos clientes. “Isso tem me causado prejuízos altíssimos desde novembro. Em um mês perdi R$ 20 mil. E todos os meses registro prejuízo”, afirma Iris.

Instalada no local há dois anos, ela relata que o fluxo de clientes diminuiu consideravelmente, especialmente no período da tarde. “Minha hora mais movimentada antes era entre 15h30 e 17h, mas com essa dificuldade para estacionar perdi meus clientes”, destaca.
Nos últimos meses, Iris tem formalizado reclamações pelas redes sociais e junto à Prefeitura. Como medida inicial, foram implantadas três vagas de curta duração, com limite de 30 minutos, em frente ao estabelecimento. No entanto, segundo a empresária, a solução ainda é insuficiente. “O pessoal costuma vir em grupo, cada um com seu carro, fica complicado”, relata.
Para ela, a ampliação da Zona Azul na região seria a alternativa mais viável. O pedido já foi protocolado junto à administração municipal.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Umuarama informou, por meio de nota, que um reestudo das áreas de estacionamento rotativo será realizado em breve. No entanto, a análise não prevê a ampliação do sistema, mas sim a retirada da cobrança em ruas com baixo fluxo de veículos, incluindo trechos próximos ao bosque e ao Umuarama Country Club. A administração também avalia a possibilidade de retirar a cobrança na Avenida Flórida, medida que poderá aliviar o trânsito na região.
Segundo a Prefeitura, o reestudo tem como objetivo promover uma redistribuição mais eficiente das vagas, atendendo às necessidades da população e do comércio local.