SAÚDE

Mesmo com a falta de chuva e o tempo frio, o mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela – continua atuando em Umuarama. No boletim municipal divulgado na segunda-feira (20) foram notificados 1812 casos confirmados de umuaramenses com dengue, além de 3533 suspeitos que aguardam resultado de exames.
No boletim do dia 13 de abril Umuarama tinha 1725 casos confirmados e 2905 em suspeita para dengue. Os números da doença continuam subindo como nunca se viu na cidade, mesmo com a orientação da administração municipal para as pessoas realizarem a limpeza de quintais, empresas e terrenos vazios.
No dia 1º de abril a cidade tinha 1501 pessoas confirmadas com dengue, desta forma foram 307 casos da doença confirmados em apenas 20 dias, além dos 3533 exames que esperam os resultados. No dia 2 de abril o prefeito Celso Pozzobom ressaltou que mesmo a dengue chegando nesse patamar, ainda é possível realizar o tratamento das pessoas, diferente do coronavírus. “Por isso pedimos para a população continuar em suas residências e aproveite para eliminar o criadouro do mosquito transmissor da dengue”, ressaltou o prefeito.
Os números da dengue são os maiores já registrados em toda a série histórica da Secretaria Estadual de Saúde (SESA), que investiga e monitora a doença desde 1991. Em anos anteriores, o último surto de dengue ocorreu no período epidemiológico 2015/2016 com 56 mil casos confirmados em 322 municípios e 63 óbitos. No período 2019/2020 os números de confirmados são maiores que 100 mil casos e 105 pessoas perderam a vida em decorrência da dengue.
Na visão das secretarias de saúde, não é possível fazer a comparação entra dengue e coronavírus, como é feito por algumas pessoas. Os 105 óbitos registrados por dengue no Paraná até o último dia 14 correspondem desde o mês de agosto de 2019. Já o coronavírus (Covid-19) matou 50 pessoas em menos de 30 dias no Paraná.
O que precisa ser feito é que toda a população faça sua parte, limpando os quintais no caso da dengue e no coronavírus só sair quando for extremamente necessário.