Umuarama

Desabastecimento de remédios para UTIs coloca hospitais em estado de alerta

05/07/2020 10H00

O aviso feito pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA) sobre a falta de fármacos necessários para realizar anestesia e sedação de pacientes, acendeu o sinal de alerta na saúde nacional. Em Umuarama, o hospital de referência para o atendimento dos casos de Covid-19 precisou cancelar as cirurgias eletivas e direcionar os medicamentos ao atendimento de pessoas com a doença transmitida pelo coronavírus, uma vez, que os casos positivados crescem a cada dia na região.

Segundo a diretora da 12ª Regional de Saúde de Umuarama, Viviane Herrera, o Uopeccan – que é o hospital de referência para o atendimento dos casos de Covid-19 para região – ainda conta com os medicamentos. Entretanto, sabendo da falta e dificuldade em comprar as medicações, a unidade de saúde cancelou as cirurgias eletivas visando direcionar os fármacos aos pacientes que seguem para intubação.

No início da semana o governador Carlos Massa Ratinho Junior, no pronunciamento sobre as novas medidas de enfrentamento ao coronavírus no Paraná, também falou sobre a falta de medicamentos no Brasil e que vem afetando o estado.  “Está acabando no mundo os medicamentos para fazer intubação. Tivemos um caso de um hospital particular em Curitiba, que sábado já tinha acabado o insumo”, disse.

Conforme assessoria de imprensa dos demais hospitais de Umuarama, todos ainda contam com os remédios, porém foi salientada a dificuldade de encontrar os medicamentos para comprar e quando encontrado os valores são exorbitantes.

PREOCUPAÇÃO

No fim de junho, um relatório do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) mapeou os estoques de medicamentos em unidades de saúde dos estados e apontou situação de desabastecimento de alguns produtos e risco de falta de outros.

O levantamento teve como foco remédios usados em unidades de terapia intensiva (UTIs), estruturas fundamentais para atendimento a pacientes, especialmente no cenário em que a demanda aumenta com vários leitos sendo ocupados por pacientes que evoluíram para quadros graves de covid-19.

MEDICAMENTOS

Entre os medicamentos em falta levantados pelo Conass estão sedativos, anestésicos, bloqueadores neuromusculares e substâncias utilizadas na sedação e entubação de pacientes. Ainda segundo o concelho, as unidades verificadas são aquelas listadas nos planos de contingência de cada estado, podendo ser tanto públicas quanto privadas.