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Defesa diz MP está perseguindo o prefeito afastado de Iporã

30/01/2020 19H45

A defesa do prefeito afastado de Iporã, Roberto da Silva, contesta acusações do Ministério Público

Umuarama –  A defesa do prefeito afastado de Iporã, Roberto da Silva, encabeçada pelo advogado Maurício Carneiro, enviou nesta quarta-feira (29) uma nota ao jornal Umuarama Ilustrado, onde contesta as ações promovidas pelo Ministério Público e fala em “perseguição a administração”.

A nota à imprensa foi motivada pela decisão da Justiça que determinou o afastamento liminar de Robertinho Silva na esfera civil, por mais 180 dias, além do bloqueio de R$ 12,5 milhões em bens do prefeito e de outros assessores.

A Justiça criminal já havia afastado Silva do cargo em outubro. Na decisão o prefeito também foi impedido de entrar no prédio da Prefeitura.

Segue abaixo a íntegra a nota enviada pela defesa do prefeito:

“NOTA À IMPRENSA

Diante de novo pedido, o Ministério Público Paraná (MPPR) e o Juízo de Iporã, entendeu por bem determinar o afastamento do cargo, na esfera cível, do prefeito Roberto da Silva (PSDB) e de outra servidora, do município pelo prazo de 180 dias, assim como a determinação de bloqueio de bens dos dois agentes públicos, de dois ex-secretários (de Finanças e de Licitações), de sete pessoas físicas e uma pessoa jurídica, TEMOS A ESCLARECER:

– É evidente a perseguição por parte do MP em relação à administração do prefeito Roberto Silva, assim como integrantes da sua equipe, visando unicamente a desmoralização do trabalho que vem sendo desenvolvido. Prova cabal disso é que MESMO ANTES DE PROCESSOS EM TRÂMITE SEREM DISPONIBILIZADOS PARA OS ADVOGADOS É DIVULGADO PARA IMPRENSA, INCLUSIVE ANTES MESMO DE LIBERAR EVENTUAL SEGREDO DE JUSTIÇA;

– Também destacamos que FORAM UTILIZADOS MÉTODOS DE LEGALIDADE DUVIDOSA, os quais estão questionados e poderá levar à nulidade de todos os processos, como escutas telefônicas e quebra de sigilo bancários e telemáticos, por um período de mais de dois anos, sem atenção às prerrogativas do prefeito, o que demonstra esta perseguição;

– Em relação às irregularidades licitatórias e supostas empresas contratadas para realização das obras apontadas pelo MP, reforçamos QUE TODAS AS OBRAS FORAM EXECUTADAS E EM CONFORMIDADE COM AS NORMAS VIGENTES E COM AVAL DO CORPO TECNICO DA PREFEITURA E DAS INSTITUIÇÕES COCEDENTES, COMO A CAIXA ECONOMICA FEDERAL ETC… O MP sequer fez estas verificações para apresentar as acusações;

– Ressaltamos ainda que esta perseguição implacável ao administrador da cidade de Iporã gera prejuízos incontáveis à população do município, como por exemplo, o impedimento da conclusão de um empreendimento que vai gerar milhares de empregos, que já deveria estar em funcionamento;

– Por fim, ressaltamos a boa fé e a legalidade dos atos praticados pela administração e destacamos que CONTESTAREMOS JUDICIALMENTE COM AS MEDIDAS APROPRIADAS que o caso requer, para derrubar o bloqueio de bens determinados, bem como para o retorno do prefeito que, mesmo já estando afastado desde outubro do ano passado, foi afastado mais uma vez de forma precipitada e irregular.

Maurício Carneiro – Advogados Associados

Londrina, 29 de janeiro de 2020.