Cotidiano

TORTURA-CASTIGO

Criança de 2 anos chega em escola com hematomas e sangue na roupa em Palotina; padrasto foi preso

20/10/2026 17H28

Jornal Ilustrado - Criança de 2 anos chega em escola com hematomas e sangue na roupa em Palotina; padrasto foi preso

Um homem de 27 anos foi preso em flagrante suspeito de praticar maus-tratos contra a enteada, uma criança de 2 anos, em Palotina. A prisão foi realizada pela Polícia Militar do Paraná (PMPR) nesta terça-feira (20), após a direção de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) identificar diversas lesões na menina.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), a criança apresentava hematomas no rosto, nos lábios e nas orelhas, além de inchaço no nariz, sangramento e marcas avermelhadas nas costas. Diante da gravidade da situação, os responsáveis pela instituição de ensino acionaram a Polícia Militar, que prendeu o suspeito e o encaminhou à unidade policial.

O homem foi autuado em flagrante pelo crime de maus-tratos qualificado. Durante as investigações, a Polícia Civil colheu depoimentos de profissionais do CMEI, do motorista e da monitora do transporte escolar, além da mãe da criança.

Segundo o delegado da PCPR Antonio Laercio Sousa, a menina apresentava lesões recorrentes desde que o investigado e a mãe passaram a morar juntos, há aproximadamente dois meses.


Um dos episódios anteriores ocorreu há cerca de 20 dias e envolveu um corte no queixo que exigiu sutura médica. Para a mãe da menina, o homem teria dito que a criança havia se ferido em uma mesa de mármore, já para outros, a versão era de que ela havia caído no chão. Conforme o delegado, o suspeito apresentou versões contraditórias para explicar os ferimentos, atribuindo-os a quedas na van escolar e em móveis da residência.

INVESTIGAÇÃO

Diante dos elementos reunidos durante a apuração, a Polícia Civil passou a investigar o caso como possível crime de tortura-castigo, previsto na Lei nº 9.455/1997, que estabelece penas mais severas do que as previstas para o crime de maus-tratos.

Após a conclusão dos procedimentos policiais, o investigado foi encaminhado ao sistema penitenciário.

A Polícia Civil reforçou o compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e com a investigação de crimes praticados contra pessoas em situação de vulnerabilidade.