Região

CORRIDA CONTRA O TEMPO

Conheça a Maria Vitória e como a ajudar a vencer mais uma batalha pela vida

12/02/2026 13H05

Jornal Ilustrado - Conheça a Maria Vitória e como a ajudar a vencer mais uma batalha pela vida
Maria Vitória precisa com urgência realizar cirurgia na cabeça para continuar viva

Tem pessoas que passam pela vida para reclamar. Outras lutam com todas as forças para viver com dignidade e qualidade de vida todos os dias. Nesta segunda categoria, está a Maria Vitória. Ela foi diagnosticada com paralisia cerebral grave com microcefalia logo após o nascimento e passar 52 dias internada da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Agora, aos dois anos de idade veio o diagnóstico de hidrocefalia, que é raro nesta fase. Normalmente se nasce com essa condição.

Para continuar a viver e ter qualidade de vida, Maria Vitória precisa fazer com urgência uma intervenção cirúrgica na cabeça para a colocação de uma válvula de DPV (Derivação Peritoneal Ventricular), que vai permitir a drenagem de líquido acumulado na caixa craniana. O procedimento vai assegurar que Maria Vitória possa ter evolução nos tratamentos e terapias, para que possa andar, falar, se alimentar melhor e ter uma melhor qualidade de vida.

Ajuda

Como o procedimento é de urgência e tem um custo de R$ 68 mil, a família, que reside na área rural de Cafezal do Sul, a 30 km de Umuarama, está correndo contra o tempo para conseguir o valor, que cobre a válvula e os honorários médicos.

Para isso, lançou nesta segunda-feira (9) uma campanha virtual para levantar o valor. Até às 11 horas desta quinta-feira (12) o valor arrecadado no site da Vakinha e através de PIX direto para a conta da família, chegava perto dos R$ 19 mil.

“Peço que quem puder contribuir, com centavos até, nos ajude. Estamos lutando contra o tempo. A cirurgia da minha filha é de urgência. E agradeço a cada pessoa que está nos ajudando neste momento”, contou Mayara Kelly de Souza Moraes, mãe de Maria Vitória.

A mãe explicou que a família conseguiu fazer plano de saúde junto a Unimed de Londrina para Maria Vitória, que vai cobrir despesas com o hospital e medicação para a cirurgia, mas não inclui nem a válvula e nem os honorários médicos. O neurocirurgião acompanha a menina desde o nascimento, é de Londrina, mas não está credenciado junto a Unimed. Somente o valor do equipamento é estimado em R$ 30 mil. “É um dinheiro que não temos”, contou.

Maria Vitória

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Maria Vitória com a mãe Mayara, durante terapia em Umuarama

Mayara engravidou quando todos os prognósticos diziam que não conseguia. Ela tem uma grande quantidade de miomas no útero que dificulta uma gestação a chegar ao fim.

“Quando decidimos engravidar, eu e meu esposo fomos ao médico, pois já tínhamos passado por dois abortos espontâneos. Ali descobri o meu problema e veio a notícia de que primeiro teria que fazer uma cirurgia para a retirada de parte destes miomas para dai tentar engravidar.

Uma semana depois descobri que já estava grávida da Maria Vitória. Ela foi nosso milagre que Deus nos deu”, revelou Mayara. O nome, Maria Vitória, veio em sonho para o pai, Alex Junio Juliani, de 32 anos. “Ela é nosso maior tesouro e tudo o que fazemos é pensando na Maria”, disse Mayara.

A luta

A gravidez foi de risco, mas até o momento do parto, tudo corrida bem com a bebê. Maria chegou antes do previsto. Aos oito meses a bolsa de Mayara estourou e o parto foi de emergência. “Os médicos já diziam que seria muito difícil eu chegar ao fim da gestação. Conseguimos, mas o parto foi muito difícil e minha filha quase não sobreviveu”, contou Mayara.

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Desde o nascimento, Maria Vitória realiza terapias diárias e conta com a atenção em tempo integral da mãe

O diagnostico

Maria Vitória nasceu com 1.875 quilo, 45 centímetros de comprimento e inconsciente. Precisou ser reanimada. Dali seguiu para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) onde passou 52 dias internada, sendo boa parte deste período entubada.

As consequências do parto e do tempo de UTI vieram com o diagnóstico de paralisia cerebral grave com microcefalia e uma série de tratamentos e terapias para garantir uma vida de qualidade para a Maria Vitória. “Nós não sabíamos o que era a paralisia cerebral. Eu e meu esposo fomos pesquisar e entender o que era”, contou Mayara.

A família quando saiu do hospital, levava no braço a filha, nas mãos os encaminhamentos médicos e no coração o amor e a certeza de que tudo daria certo. “Ainda não tínhamos noção dos desafios que a Maria Vitória iria enfrentar. Achamos que o tempo de UTI seria o maior”, relatou a mãe.

Para cuidar de Maria, Mayara parou de trabalhar fora e o sustento vem do trabalho do esposo e da ajuda dos pais do casal. De segunda a quinta-feira Mayara tem a rotina de sair da residência da família, em Cafezal do Sul e trazer a filha até Umuarama onde realiza as terapias, que são muitas. Fisioterapia respiratória e motora, sessões com fonoaudióloga, natação, terapia ocupacional, além de consultas com médicos especialistas que a acompanham e exames.

A hidrocefalia

Apesar de ser pequena para a idade, com apenas 8 quilos, Maria Vitória sempre respondeu bem aos tratamentos e estímulos. Mas tudo mudou em novembro, quando a menina pegou uma gripe, que evoluiu para pneumonia. Ficou seis dias internada, se recuperou e voltou para casa. Pouco depois, novo internamento. Mais 15 dias internada com uma febre sem a origem diagnosticada pelos médicos.

“Após nas terapias e no dia a dia percebemos que a Maria começou a ficar com o corpo rígido. Levamos no neurocirurgião que a acompanha desde o nascimento”, relatou a mãe. Na semana passada, os exames apontaram o surgimento da hidrocefalia.

Por causa da paralisia cerebral, a caixa craniana de Maria Vitória se fechou precocemente. Agora, com o acúmulo de água na cabeça, o cérebro está sendo comprimido e impedido de crescer. Para cessar essa condição, Maria Vitória precisa com urgência da cirurgia. O equipamento é menos invasivo e permite que a drenagem da água ocorra no consultório médico, sem a necessidade de internamento ou novas intervenções cirúrgicas.

Não fazer a cirurgia, além de provocar retrocesso no tratamento, ainda coloca a vida de Maria Vitória em risco, com crises de convulsões que hoje estão controladas.

Como ajudar

Para ajudar a Maria Vitória e contribuir com a Vakinha virtual é fácil. Basta acessar esse link. ou pela chave PIX 07108149923, em nome do pai da menina, Alex Junio Juliani.