Umuarama

ESPERANÇA NO FUTURO

Confiança do comerciante cresce 7,0% com a movimentação do consumidor

24/07/2020 08H42

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O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) do Paraná voltou a apresentar crescimento, com 7,0% na variação mensal e marcando 75,2 pontos neste mês. Segundo o presidente da Associação Comercial, Agrícola e Industrial de Umuarama (ACIU), Orlando Luiz Santos, os números mostram que os empresários e trabalhadores estão esperançosos para um cenário pós-pandemia.

O levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Paraná (Fecomércio PR) mostra que o índice de confiança do empresário paranaense está acima da média nacional, que ficou em 69,3 pontos, com variação mensal positiva de 6,6%. “Apesar da complexidade da situação, o empresariado demonstra muita fibra e nutre a percepção de que os obstáculos vão gradualmente sendo transpostos, com expectativas menos pessimistas” avalia Orlando Santos.

Ainda segundo o presidente da ACIU, se o comércio abre as vendas chegam, por isso é importante o empresariado de Umuarama assumir a responsabilidade de seguir o protocolo de prevenção ao coronavírus. “Observamos uma certa injeção de valores com o auxílio emergencial e a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Temos que continuar fazendo nossa parte com o uso da máscara, limpeza das mãos e distanciamento para seguirmos superando a crise imposta pela pandemia”, ressaltou.

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Expectativas pós-pandemia

Dentre os fatores avaliados para composição do indicador, o responsável pelo aumento do ICEC foi o Índice de Expectativas do Empresário do Comércio (IEEC), que registrou alta de 18,2% na comparação com junho, ao passar de 96,8 pontos para 114,4 pontos agora em julho. Esse aumento evidencia que os empresários têm esperança de que as coisas devem melhorar no cenário pós-pandemia.

Criatividade

Para Orlando Santos, a criatividade do empresariado umuaramense também é um ponto forte para superação da crise. “A pandemia movimentou os comerciantes e comerciários. Novas formas de vender foram criadas e as que estavam dando certo foram melhoradas. Cliente e empresa nunca estiveram tão ligados com as vendas ocorrendo pelo meio digital”, explicou.

Condições atuais

Por outro lado, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), no qual os entrevistados opinam sobre as condições atuais da economia, do setor varejista e dos estabelecimentos comerciais, é o ponto mais crítico. Com 33,2 pontos, teve queda de 6,1% em relação ao mês passado.