SEGUE PRESO

Mensagens que circularam nas redes sociais entre terça-feira (21) e esta quarta-feira (22) provocaram revolta em Umuarama ao afirmarem que Eduardo Leonildo da Silva, condenado pelo assassinato da menina Tábata Crespilho da Rosa, de apenas 6 anos, teria sido colocado em liberdade ou estaria cumprindo prisão domiciliar.
Diante da repercussão, o Jornal Umuarama Ilustrado entrou em contato com o Departamento de Polícia Penal do Paraná (Depen), que desmentiu as informações e confirmou que o condenado permanece preso, não estando em liberdade nem em prisão domiciliar.
Segundo o órgão, por questões de segurança, o local onde Eduardo Leonildo da Silva está custodiado não pode ser divulgado. A última informação oficial sobre sua unidade prisional havia sido registrada em 15 de outubro de 2020, data em que foi levado a julgamento. Na ocasião, ele estava recolhido no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, e participou do júri por videoconferência.
A confirmação do Depen põe fim aos rumores que se espalharam rapidamente nas redes sociais e em aplicativos de mensagens, gerando indignação entre moradores da cidade e familiares da vítima.
Eduardo Leonildo da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri a 41 anos, 1 mês e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de homicídio qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.
O julgamento aconteceu em 15 de outubro de 2020, na comarca de Cascavel, após o processo ser desaforado de Umuarama devido à grande repercussão do caso. A sessão durou cerca de nove horas, e a condenação foi confirmada pelo Ministério Público do Paraná.
Na ocasião, o Ministério Público informou que Eduardo permaneceria preso após a sentença, situação que continua até os dias atuais, conforme confirmou o Depen ao Umuarama Ilustrado.
O assassinato de Tábata Crespilho da Rosa comoveu Umuarama e todo o Paraná em setembro de 2017.
A menina desapareceu na manhã de 26 de setembro, quando seguia para a escola acompanhada do irmão mais velho. Poucos metros antes do portão da instituição de ensino, os dois se separaram e Tábata desapareceu.
No dia seguinte, Eduardo Leonildo da Silva foi identificado como suspeito, preso e confessou o crime. Ele indicou aos investigadores o local onde havia enterrado o corpo da criança, em uma estrada rural de Umuarama.
A brutalidade do caso causou forte comoção popular. Após a prisão do suspeito, centenas de pessoas se concentraram em frente à Delegacia de Umuarama e chegaram a invadir e depredar o prédio em protesto.
Durante o julgamento, familiares da menina relataram o sofrimento vivido desde o crime. A assistente de acusação, advogada Josiane Monteiro, afirmou na época que a condenação representava uma resposta esperada pela família.