Cotidiano

Infraestrutura

Comércio fecha as portas com medo de ameaças perto da Rodoviária

25/08/2018 09H47

Umuarama – As proximidades da estação rodoviária de Umuarama continuam sofrendo prejuízos provocados pela presença constante de usuários de drogas, prostituição entre outros. Além do medo que muitas pessoas de bem têm de frequentar o local, empresários estão sofrendo mais com o problema. O proprietário de um imóvel próximo, Alberto de Bandos Mendes, aos 87 anos de idade, é um dos que reclamam abertamente do problema. Ele esteve na redação do Ilustrado para falar do problema e diz que vai lutar até o fim em busca de uma solução para ele e para os demais proprietários de imóveis da região.
Alberto Mendes possui um prédio com dez portas na esquina das ruas Guadiana e Perobal e todas estão fechadas e sem inquilinos. Segundo ele, tudo em função da presença de moradores de rua e outros que fazem “ponto” na calçada do estabelecimento dele. No prédio funcionava uma loja de roupas até o ano passado, mas o dono resolveu fechar as portas e mudar de endereço.
O próprio Sr. Alberto comandou a loja, mas teve de fechar devido à idade. Ele diz que, desde quando tocava o negócio, sofria com prostitutas, travestis e usuários de drogas que chegavam a fazer suas necessidades fisiológicas à noite nas portas da loja. Além disso, o peso da idade fez com que ele parasse com o comércio, mas passou a alugar as dez portas do prédio. O problema agora é arrumar quem quer entrar no local, onde o problema continua intenso. “Eles entopem os tambores das fechaduras, quebram maçanetas das portas, riscam paredes pintadas e fazem ameaças a quem denunciar”, comenta.
As presenças das forças policiais tem inibido um pouco, por algumas horas, a situação fica calma, mas basta a polícia sair de perto para a arruaça continuar, conforme avalia o denunciante. Bem esclarecido, Alberto Bandos diz que já pediu ajuda na Prefeitura, na Guarda Municipal, polícias Civil e Militar e até no Ministério Público. Mas diz que ninguém consegue resolver o problema. “Mesmo sem muitas forças vou continuar lutando pelos meus direitos, os direitos da pessoa idosa, os direitos de ter a renda que eu preciso com o aluguel daquele imóvel”, desabafa.