DOE. SALVE VIDAS

O Hemonúcleo de Umuarama enfrenta uma situação considerada alarmante devido à queda brusca nos estoques de sangue nos últimos dias. Há necessidade de doadores de todos os tipos sanguíneos.
A unidade atende hospitais de Umuarama e de diversos municípios da região, sendo responsável pelo abastecimento de bolsas de sangue utilizadas em cirurgias, atendimentos de emergência, tratamentos oncológicos e outros procedimentos hospitalares.
Segundo o chefe do Hemonúcleo de Umuarama, Cláudio Francisconi, até a semana passada os estoques ainda estavam em níveis adequados, porém a situação mudou rapidamente e atualmente o banco de sangue está praticamente zerado.
“É uma situação urgente e preocupante. Dependemos da solidariedade da população para manter os atendimentos hospitalares funcionando normalmente”, alertou.
Diante da baixa nos estoques, Francisconi afirmou que a unidade cogita até mesmo solicitar apoio ao Hemonúcleo de Foz do Iguaçu para tentar suprir a demanda da região.
Em média, o Hemonúcleo de Umuarama encaminha cerca de mil bolsas de sangue por mês aos hospitais da região, quantidade suficiente para beneficiar aproximadamente 500 pacientes mensalmente. Para manter o abastecimento em níveis ideais, seriam necessários cerca de 1.200 doadores regulares.
As doações podem ser feitas no Hemonúcleo de Umuarama, localizado na Avenida Manaus, 4444, no Centro Cívico. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 15h30. Informações e agendamentos podem ser realizados pelo telefone (44) 3621-8307.
A situação não preocupa apenas Umuarama. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), por meio do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), também emitiu alerta para os baixos estoques dos tipos O+ e O- em várias regiões do Estado.
De acordo com o Hemepar, as situações mais críticas atualmente estão concentradas no Oeste do Paraná, incluindo Cascavel, Toledo, Pato Branco e Francisco Beltrão, além de cidades como Londrina, Maringá e Curitiba.
O secretário estadual da Saúde, César Neves, reforçou o apelo à população para que procure as unidades de coleta.
“O tipo O positivo e negativo é extremamente necessário para toda a rede hospitalar. Doar sangue é um ato simples, seguro e capaz de salvar até quatro vidas”, destacou.
O sangue O negativo é considerado o “doador universal” em emergências médicas, podendo ser utilizado em pacientes de qualquer tipo sanguíneo em situações graves, quando não há tempo para exames laboratoriais. Já o O positivo, por ser o mais comum na população brasileira, é também o mais utilizado pelos hemocentros.
Para doar sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 50 quilos, estar bem alimentado, hidratado e apresentar documento oficial com foto. Menores de idade precisam estar acompanhados do responsável legal.
O Hemepar também reforça que a reposição do sangue doado ocorre naturalmente no organismo e que a doação é um procedimento seguro, rápido e capaz de salvar vidas diariamente.