Policial

CASO GISELE PRADO

Cobrador é condenado a 38 anos de prisão por morte de cantora

13/06/2019 20H52

CASO GISELE PRADO Cobrador é condenado a 38 anos de prisão por morte de cantora

Cruzeiro do Oeste – O cobrador de ônibus Paulo Cesar Andrade do Nascimento, 35 anos, foi condenado a pena de 38 anos de prisão no regime fechado pela morte da cantora Gisele Luzia Aparecida de Lima, a Gisele Prado, então com 26 anos. O julgamento ocorreu durante todo o dia de quinta-feira (13) as portas fechadas no Fórum de Cruzeiro do Oeste. O processo correu em segredo de justiça.

A SENTENÇA

A sentença da juíza Bruna Grasso Ferreira foi proferida por volta das 18 horas após o conselho de sentença acolher todas as teses apresentadas pelo Ministério Público e considerou o réu culpado pelos crimes de: 1) sequestro com fins libidinosos; 2) estupro e 3) homicídio quadruplamente qualificado pelo: a) meio insidioso ou cruel que impossibilitou a defesa da vítima, b) a traição ou emboscada, a morte para assegurar a ocultação do crime visando a impunidade e por feminicídio pela condição de ser mulher.

DEFESA

Segundo o advogado Hasan Vais Azara, a defesa irá recorrer porque a pena ficou acima do mínimo legal e as circunstâncias de aumento de pena são inerentes ao próprio crime. “Não foram considerados os fatos dele ser réu primário, sem antecedentes legais e ter confessado o crime”, explicou Azara.

Após a leitura da sentença, o réu voltou para a Penitenciária de Cruzeiro do Oeste (Peco), onde estava preso desde a época do crime aguardando o julgamento. O julgamento deveria ter ocorrido em 3 de maio último, mas acabou adiado por conta de falta de magistrado na comarca de Cruzeiro do Oeste.

CASO GISELE PRADO Cobrador é condenado a 38 anos de prisão por morte de cantora

O JULGAMENTO

O julgamento começou por volta das 9 horas e ocorreu a portas fechadas. Na justificativa para permitir a entrada apenas do réu, defesa, Ministério Público, jurados, Polícia Militar e familiares de vítima e acusado, a juíza Bruna Ferreira, alegou que o processo seguia em segredo de justiça desde a decretação da prisão do acusado, por envolver crime de ordem sexual. O corpo de jurados era composto por cinco mulheres e a acusação também foi feita por uma Promotora de Justiça.

ALMA LAVADA

“Me sinto com a alma lavada”. Essa foi a frase que a mãe de Gisele, Neuza Lima, usou para expressar sua satisfação com o resultado do julgamento. “Ele vai ficar preso. Agora minha filha vai poder descansar em pais. A justiça de Deus prevaleceu”, afirmou.

O CRIME

O crime ocorreu na noite de 3 de dezembro de 2017, quando a vítima pegou uma carona com o réu, em frente a um ponto de ônibus, em Nova Olímpia. Ela havia passado o fim de semana na casa da mãe e da irmã e retornava para Maria Helena, onde morava com o pai. Como ela era conhecida do cobrador de ônibus – ele também era morador de Maria Helena – aceitou a carona. Imagens de câmeras de segurança de um posto de combustível de Nova Olímpia flagraram o momento em que a vítima entra no carro do acusado.

O corpo de Gisele foi encontrado dois dias após, em meio a um canavial, as margens da PR-482, no trecho entre Nova Olímpia e Maria Helena.