LAGO

Cinco dias após receber uma grande ação de limpeza e revitalização promovida pela Prefeitura de Umuarama, o Lago Aratimbó amanheceu novamente tomado por resíduos nesta quinta-feira (30), após as fortes chuvas registradas na quarta-feira (29). Galhos de árvores, embalagens plásticas, marmitas descartáveis e, principalmente, garrafas PET compunham o cenário em um dos principais cartões-postais da cidade.

Na manhã desta quinta, a reportagem de O Ilustrado esteve no local e acompanhou o trabalho de servidores municipais na retirada dos resíduos. Dois funcionários, em um barco, recolhiam o lixo flutuante – tanto reciclável quanto orgânico – carregado até o lago pelas galerias pluviais. Paralelamente, outras equipes realizavam serviços de manutenção em diferentes áreas do espaço.

A situação evidencia um problema recorrente e reforça o alerta feito pelo prefeito Fernando Scanavaca durante o mutirão realizado na última sexta-feira (24), quando cobrou maior conscientização da população sobre o descarte irregular de resíduos.
“Tudo que a população joga na rua acaba parando nos bueiros, passa pelas galerias e chega aos rios e lagos. Isso pode ser evitado, mas o cuidado deve começar em casa”, destacou o prefeito na ocasião.

A força-tarefa da última semana mobilizou cerca de 40 trabalhadores, entre servidores municipais e apenados cedidos pela Polícia Penal do Estado. As equipes realizaram reparos nas pontes de madeira, recolhimento de dezenas de sacos de lixo, roçada, poda de árvores, plantio de flores e instalação de novas placas orientativas para os frequentadores. Também foi determinada a intensificação da limpeza do leito do lago, justamente para retirada dos resíduos arrastados pelas águas da chuva.

Durante a visita da reportagem nesta manhã, um morador que pescava no local lamentou a situação e responsabilizou a própria comunidade pelo problema.
“Não adianta ficar reclamando do prefeito. Não é o prefeito que joga lixo na rua, no bueiro… é a população”, afirmou.

Segundo o prefeito, a manutenção no Lago Aratimbó será realizada com maior frequência, mas ele reforça que o poder público, sozinho, não consegue resolver a situação sem a colaboração da população.

“Cuidar do lago e de outros logradouros públicos é um desafio. Muita gente não respeita o ambiente e descarta lixo de qualquer jeito. É um costume que precisa mudar, pelo bem da população”, afirmou.




