Umuarama

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Caso de possível maus-tratos gera revolta e divide moradores em Umuarama

17/03/2026 18H53

Jornal Ilustrado - Caso de possível maus-tratos gera revolta e divide moradores em Umuarama

Um caso chocante de possíveis maus-tratos a um gato registrado na última semana na Associação de Moradores Parque Cidade Jardim, em Umuarama, gerou revolta entre moradores e reacendeu um antigo debate sobre a presença de animais no local.

O animal foi encontrado gravemente ferido e debilitado, com um ferimento profundo na cabeça, já tomado por larvas. Ele apareceu na residência de um morador e foi imediatamente socorrido, sendo encaminhado a uma clínica veterinária. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos e ao tempo em que já estava naquela condição, não resistiu.

De acordo com a veterinária que realizou o atendimento, há indícios de que o ferimento possa ter sido causado por golpes na região da cabeça.

O caso levantou suspeitas entre moradores que acompanham a situação dos animais no condomínio, especialmente porque, segundo relatos, outros gatos desapareceram recentemente. “Esses dias outros dois gatos sumiram e até hoje não foram encontrados. Tem gatos que são alimentados aqui e de repente somem”, relatou uma moradora.

Histórico

Este não é o primeiro episódio envolvendo animais na associação. Há cerca de 15 anos, foi registrada uma matança de gatos e cães por envenenamento no mesmo local.

Atualmente, os moradores estão divididos em três grupos: os que cuidam e alimentam os gatos; os que se mantêm neutros; e os que não concordam com a presença dos animais no condomínio.

Em agosto do ano passado, após denúncia ao Ministério Público, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). O acordo proíbe a retirada de comedouros e bebedouros instalados por moradores, além de vedar qualquer tipo de maus-tratos, como envenenamento, captura ou remoção dos animais para outros locais.

Diante da situação, um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil, que agora investiga o caso.

Versão da associação

Em nota, a associação negou que o animal tenha sido vítima de agressão, classificando como calúnia a informação de que um morador teria espancado o gato.

Segundo o posicionamento, dois médicos veterinários analisaram imagens do animal e concluíram que os ferimentos não seriam compatíveis com pauladas, mas sim com um possível atropelamento. “Ambos tiveram o mesmo consenso de que dificilmente os ferimentos foram causados por pauladas, sendo mais provável que tenham sido ocasionados por atropelamento”, informou a nota.

O caso aumentou a tensão entre os moradores e reforçou a preocupação de quem defende os animais dentro do condomínio. Enquanto a causa da morte segue sob investigação, o episódio reacende o debate sobre convivência, responsabilidade e proteção aos animais no ambiente coletivo.