Umuarama

CORRENTE DO BEM

Após incêndio cabeleireira precisa de material de trabalho para recomeçar

18/07/2020 07H30

A cabeleireira Angela Rodrigues precisa de equipamentos para voltar a trabalhar e recomeçar

A vida da cabeleireira Angela Pereira Rodrigues, de 32 anos, mudou na madrugada desta terça-feira (14). A pequena casa onde ela e os três filhos menores moravam na avenida dos Tamoios, na Praça Tamoio, em Umuarama, foi consumida pelo fogo, levando além de móveis e roupas, parte de sua história de vida e os equipamentos que usava para sustentar a família. Apenas a bíblia não foi destruída pelo fogo.

GRATIDÃO

Agora, Angela está contando com a solidariedade da comunidade para recomeçar. “Perdi tudo. É muito difícil, mas estou recomeçando. Ganhei cama, fogão, geladeira e panelas, além de roupas para as crianças. Quero agradecer a todos que estão me ajudando. Só tenho a agradecer”, afirmou emocionada.

RECOMEÇAR

Para que a cruzada de Ângela seja menos árdua ela precisa de equipamentos para voltar a trabalhar e a partir dai voltar a ter uma casa para ela e os filhos.

Pranchas de cabelo, secadores, escovas, produtos de beleza, tudo foi consumido pelo fogo. “Eu atendia na varanda da minha casa e também na residência da cliente. Tenho minha clientela fixa, mas não tenho como recomeçar sem essas coisas”, afirmou. Até documentos e o dinheiro que tinha foram perdidos.

NOVO LAR

Por enquanto Ângela está abrigada na casa dos pais, mas já está em busca de um novo lar para ela e os filhos. “Tem que ser pequeno e custar até uns R$ 400”, explicou a cabeleireira que afirmou que voltar a trabalhar é sua prioridade.

O fogo consumiu casa, móveis, eletrodomésticos e tudo o que a família tinha

O FOGO

Ângela contou que acordou durante a madrugada com o quarto já tomado pela fumaça. “Acordei assustada e vi tudo enfumaçado. Quando levantei ainda bati no guarda-roupas e quando olhei não dava mais para sair pela cozinha ou pela sala. Estava tudo queimando. Eu e meu filho saímos pela janela. Passei ele primeiro e na sequência sai também. Queria ter voltado para tentar pegar alguma coisa, mas não deu tempo, as chamas já estavam no forro. Se demoro mais dois minutos para acordar nem eu e nem meu filho teríamos conseguido escapar”, relembrou entre lágrimas.

CURTO-CIRCUITO

A suspeita é que um curto-circuito na instalação elétrica do imóvel possa ter iniciado o fogo. “Havia muitas tomadas que já estavam dando curto-circuito e improvisadas. Já havia falado com o dono da casa, mas ainda não havia sido resolvido”, contou. E não deu tempo de arrumar. Do

imóvel de madeira sobrou apenas algumas paredes carbonizadas.

PSICÓLOGO

Segundo a cabeleireira, a guarda dos filhos é compartilhada e os dois mais velhos, de 6 e 12 anos estavam na casa do pai no dia do incêndio. Somente o caçula de apenas três anos de idade estava com ela. “Mesmo depois que já estávamos fora da casa ele ficou tremendo muito tempo e ainda está assutado, chorando bastante. Acho que ainda continua impressionado e assutado por tudo o que viu”, relatou.

Angela salientou que gostaria que a criança tivesse acompanhamento psicológico. “Acho que seria importante para ajudar a superar esse trauma, mas na Unipar agora não estão atendendo, né?!”, contou.

AJUDA

Quem quiser ajudar a cabeleireira Ângela Rodrigues a recomeçar pode entrar em contato através dos telefones 98456-1329 ou 98426-1723.