POLÍTICA

Por seis votos a um a Câmara Municipal de Nova Santa Rosa, no Oeste Paranaense, instaurou nesta terça-feira (3) procedimento para decidir se cassa ou não a vereadora Salete Kronbauer (PP).
Ela é acusada de afirmar, durante sessão ordinária, em 26 de outubro, que não queria mais ver nordestinos e baianos no Município, após o resultado das eleições presidenciais em que Luís Inácio Lula da Silva venceu o senador Flávio Bolsonaro. Kronbauer não participou da sessão.
A denúncia foi protocolada em 27 de outubro pelo presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) de Toledo, Rodrigo Priesnitz e afirma que houve quebra de decoro parlamentar pela vereadora em decorrência de suas falas.
Paralelamente, o caso também é apurado pela Polícia Civil a pedido do Ministério Público de Marechal Cândido Rondon. O inquérito policial apura se houve crime de discriminação ou preconceito.
Após a repercussão negativa de suas declarações, Salete divulgou uma nota pública em que reconheceu ter feito uma fala inadequada e pediu desculpas às pessoas atingidas. No texto, afirmou que suas palavras não condizem com seus princípios e reafirmou seu respeito à diversidade.
Oito vereadores compareceram à sessão que analisou o recebimento da denúncia. Salete não estava presente. O presidente da Câmara, Amauri Ladwig (PL), não votou, pois, conforme a regra aplicada na sessão, seu voto caberia apenas em caso de empate.
Ari Schmidt (MDB) foi o único a votar contra o recebimento da denúncia. Votaram a favor Felipe Roberto Schindler (PL), Jairo Jefferson Pufal (PL), Laudemir Crepin (PP), Marcos Aurélio Friedrich, o Polenta (MDB), Maria Ester Philippsen Baumann (União) e Wilian Henrique de Oliveira (União).
Com a denúncia aceita, caberá à Câmara conduzir a apuração e cumprir as etapas legais e regimentais antes de decidir se o caso será levado a uma votação sobre a perda do mandato. Até lá, Salete Kronbauer permanece no cargo.
Com informações do site Alemão da Roça