EM UMUARAMA

Nesta semana do Dia dos Pais o Jornal Umuarama Ilustrado conta a história do mestre de obras Valdevino Moreira, o Val e seus dois filhos, Diogo, de 34 e Adrieli, de 22 anos. Agora, aos 59 anos, ele se diz feliz por ter superado as dificuldades emocionais e financeiras e criar os filhos e hoje ajudar na criação e educação da neta Luna, de 6 anos.
“Ela não mora comigo, e sim com a minha filha e meu genro, mas agora tenho uma situação estabilizada que me permite pagar uma escolinha para a minha neta”, conta.
Até chegar a esse ponto da vida, Valdevino passou por muita coisa, como a separação da esposa, após mais de 20 anos de casamento e a responsabilidade de criar a filha caçula, que na época tinha apenas 4 anos de idade. Também recebeu um baque quando o filho mais velho, então com 18 anos, foi diagnosticado com esquizofrenia.
Para trabalhar, a cada dia deixava a filha com uma pessoa diferente. “Era tia, sogra. Não havia uma pessoa certa”, relembra. Em algumas ocasiões chegou a levar a pequena Adrieli com ele ao trabalho. “Acho que tudo levou eu e ela a sermos muito próximos, unidos”, conta.
Mas todo esse amor não impediu os momentos das contestações e desafios tão comuns aos adolescentes. Mas Valdevino conta que sempre foi atento e soube quem eram as amigas e os familiares da filha. “Mas mesmo assim, ainda veio muita gente reclamando comigo no portão por eu cuidar com quem ela andava”, relembra. Mas isso não fez que mudasse a atitude e buscasse e levasse as filhas e amigas quando saíam.
Hoje, ele mora apenas com Diogo, que faz uso de medicação contínua. “Eu gostaria que ele fizesse terapia, mas por ora não aceita. Eu fiz muito tempo quando houve a separação e me ajudou muito”, conta.

Valdevino salienta que a fé é seu alicerce e o ajudou a se manter firme e superar todas as dificuldades. Ele faz parte do Ministério de Música da Paróquia Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, tocando violão. “Antes meu filho tocava bateria comigo”, relembra. Ele encerrou dizendo que se tivesse que escolher, faria as mesmas escolhas novamente e que é feliz por ser pai de Adrieli e Diogo e avô de Luna.
Que a história de Valdevino Moreira e seus filhos seja a inspiração para muitos pais e que todos se sintam homenageados pela história desta família.