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Comerciante diz que foi vítima de extorsão e nega programa com travesti

01/10/2019 08H32

O comerciante Ângelo Silvério Ferreira, 57 anos, perdeu a paz de espírito desde que um vídeo onde ele aparece brigando com uma travesti começou a circular nas redes sociais em Umuarama.

Na filmagem, populares afirmam que o desentendimento teria ocorrido após o comerciante se negar a pagar um programa com o travesti. “Isso nunca ocorreu”, afirmou categórico. Ferreira procurou o Ilustrado para esclarecer os fatos e evitar mais transtornos

O INÍCIO

Ferreira e a família possuem uma área de lazer com piscina natural na saída para Mariluz. De acordo com relatos dele e da esposa, Patrícia, na manhã de domingo (29) um taxista chegou com dois travestis no local. “Eles desceram para a área de lazer. Perto das 13 horas, o taxista e uma das travestis foram embora. A outra ficou, mas começou a incomodar os outros frequentadores, importunando mesmo. Fui conversar para pedir para ficar tranquilo e ela disse que queria ir embora. Perguntei de novo: quer ir embora mesmo? Ela disse que sim e eu falei que o levaria”, relatou Ferreira.

Segundo ele e a esposa, é comum ter que levar um frequentador ou outro para casa. “As vezes pode ser carro que dá problemas, ou se a pessoa bebe demais acabamos levando. Então naquele momento não vi problemas em levar. Disse para a pessoa entrar na caminhonete que levava ela em casa. Se soubesse da confusão que ocorreria teria levado testemunhas”, contou o comerciante.

EXTORSÃO

De acordo com o comerciante no meio do caminho a travesti teria começado a tentar extorquir dinheiro. “Ele disse que queria R$ 300 para não dizer que eu o tinha levado para um motel. Disse que não pagaria nada e ela começou a vir para cima de mim. Eu dirigindo e tentando me esquivar. Tentei dirigir até o batalhão da polícia, mas não deu. Quando chegou no posto Pinheirão fui obrigado a descer. Tirei ela de dentro da caminhonete e tranquei o carro. Ela veio para cima de mim, chegou a me ameaçar de morte e com uma pedra quebrou o para-brisa da caminhonete, já havia quebrado a chave antes. Amassou a lataria. Dai eu parti para cima dela. Passo um conhecido e pedi para chamar a polícia. Eu pedi para chamarem a polícia e ninguém fazia nada”, contou o comerciante.

ENCRENCA

A Polícia Militar foi até o local e os ânimos ficaram acalmados. “Mas o que não dá para deixar é esse vídeo dizendo que meu marido não queria pagar um programa. Assim que eles saíram daqui da chácara o taxista que trouxe o travesti voltou e eu contei que meu marido havia levado o rapaz para casa e o homem me disse bem assim: isso vai acabar em confusão. Antes de sair daqui, ele ainda voltou a me dizer que eu ainda iria contar para ele depois como havia terminado, porque daria confusão e era para eu ligar para o meu marido avisando que haveria problemas. E houve mesmo”, relatou Patrícia.

O casal está junto há 23 anos, têm três filhos e há 22 mantém a chácara de lazer. “Nunca passamos por nada parecido. A gente fica chateado e triste com o que está acontecendo”, concluiu o homem. O prejuízo deixado para o conserto do veículo do comerciante passa dos R$ 1.000, segundo Ferreira.