MAIS DE R$ 1,2 MILHÃO

A Polícia Civil de Umuarama, por meio da 7ª Subdivisão Policial (SDP), cumpriu na tarde desta quarta-feira (5) uma decisão judicial que determinou o arresto de três veículos de luxo pertencentes a Lauro Biachin, de 45 anos, empresário investigado por estelionato.
Foram apreendidos um Ford Fusion, avaliado em R$ 90,6 mil, uma Chevrolet S10, avaliada em R$ 141,2 mil, e uma BMW 745LE, cujo valor de mercado é estimado em R$ 529,3 mil. Todos os veículos são de sua propriedade. Ele é dono de uma empresa que presta serviços de instalação de usinas de energia solar e que já havia sido alvo de uma operação anterior da Polícia Civil.
A decisão judicial foi expedida a partir de uma representação da autoridade policial no inquérito que apura o golpe aplicado contra uma vítima que teria sofrido um prejuízo de aproximadamente R$ 1,2 milhão.
De acordo com a Polícia Civil, o arresto dos bens tem caráter assecuratório, ou seja, busca garantir que os valores possam ser usados em futura indenização ou reparação do dano causado à vítima, impedindo que o investigado obtenha lucro com o crime.
Os veículos foram apreendidos e permanecem à disposição da Justiça enquanto as investigações continuam.
A investigação teve início em maio de 2025, após registro de ocorrência feito por uma vítima de 62 anos, morador de Maria Helena. A vítima relatou que, em janeiro de 2024, firmou contrato para aquisição e arrendamento de duas usinas fotovoltaicas com a empresa de L.B. O empresário teria prometido que os equipamentos renderiam R$ 8 mil mensais durante oito anos.
Para viabilizar a instalação, o investigado orientou a vítima a assinar proposta de compra e autorização para análise de crédito. Dias depois, ela foi surpreendida com a contratação de um empréstimo rural no valor de R$ 1,2 milhão junto à Caixa Econômica Federal de Paranavaí, em seu nome. As usinas, entretanto, jamais foram instaladas, e as parcelas do financiamento não foram pagas pela empresa, resultando na negativação do nome da vítima e risco de perda de patrimônio.
No curso das apurações, a Polícia Civil identificou outros boletins de ocorrência contra o mesmo investigado, todos com a mesma modalidade de golpe. Os registros apontam prejuízos milionários:
Apesar de ocorrerem em diferentes municípios, todos os financiamentos foram realizados pela agência da Caixa em Paranavaí, com os valores sendo transferidos diretamente para a empresa de L.B., sem execução dos serviços prometidos.
A 7ª SDP também recebeu da Polícia Federal de Maringá documentos contendo denúncias semelhantes. Conforme o material, cerca de 80 produtores rurais das regiões de Umuarama, Palotina, Assis Chateaubriand, Paranavaí e Amaporã teriam firmado contratos com a empresa investigada, mas não receberam a contraprestação.