Umuarama

Consciente coletivo

Vandalismo gera prejuízo financeiro, mas o dano maior fica com a comunidade

25/10/2021 09H34

Jornal Ilustrado

Qualquer ato de vandalismo contra bens públicos causa prejuízos para toda comunidade, sendo que, os valores destinados para arrumar os estragos saem do bolso do próprio cidadão, que contribui com impostos. Porém, além do problema aos cofres públicos, vandalizar também prejudica o desenvolvimento social em um momento em que se torna evidente a necessidade de ampliar a consciência pelo bem coletivo.

Nas últimas semanas escolas passaram por problemas de vandalismo, como o caso da Escola Estadual Durval Seifert, no jardim São Cristovão, onde um aluno do 9º ano interrompeu a abertura dos cadeados da escola com gravetos e também desligou a chave de energia da instituição. O ato promoveu o descongelamento de merenda, além de custos para contratação de um chaveiro para abrir as trancas. “Uma funcionária teve que pular o portão para conseguir entrar na escola e abrir o acesso de cargas, para os alunos entrarem. Infelizmente ficou o transtorno, os danos aos demais alunos e professores. O que me entristece é saber que é um aluno da escola, a gente acaba ficando desacreditado com a educação de parte da comunidade”, ressaltou a diretora. Alice Durval.

A psicóloga Karina Portela detalhou que a depredação de patrimônios públicos caracteriza um ato de violência, sendo um fenômeno multifatorial que se encontra encrustado no âmago social, familiar, escolar, denotando uma resistência diante das imposições de regras. “Estamos inseridos em uma sociedade politicamente e socialmente organizada por leis, assim como há a garantia de direitos por parte do Estado em promover educação, saúde, saneamento básico, cultura e outras necessidades em contrapartida, deve ser de interesse do cidadão o dever de preservar aquilo que é usufruto desta troca”, explicou.

Ainda segundo Karina, a diminuição da violência, da depredação e o maior zelo com o patrimônio pode ocorrer se os envolvidos estiverem comprometidos com a conscientização e busca entender os porquês do comportamento violento. “A união e engajamento de Conselhos Tutelares, Ministério Público, instituições educacionais famílias precisa ocorrer enquanto formadores de cidadãos conscientes. Para crianças e adolescentes, o óbvio precisa ser dito”, disse a psicóloga.

Jornal Ilustrado

Município

Diretoras de três escolas municipais de Umuarama foram surpreendidas na manhã do dia 13 ao constatarem que haviam sido vítimas de furtos. Em todas as instituições de ensino o alvo foi o mesmo: torneiras que ficam nos pátios. O prejuízo passou de R$ 500,00 e foi só uma amostrada do vandalismo nas escolas municipais. “O corriqueiro é destruir alambrados para invadir o espaço da escola. Temos problema com situações de caixa d’água, vidros quebrados, furtos de lâmpadas e mangueiras entre outras situações”, comentou Mauriza de Lima Menegasso, secretária municipal de Educação.

Conforme a secretária, o prejuízo para a comunidade é grande, sendo que tais valores poderiam ser usados para levar melhorias para a comunidade escolar. “Não ganhamos nada com o vandalismo. Com tais atos o bairro vai ficando desacreditado até para futuro investimento de iniciativa privada. Não faz sentido, se quer protestar existem várias formas para isso”, desabafou Mauriza.

A secretária reforça que a escola realiza trabalhos de conscientização com os alunos em várias áreas da sociedade, além de projetos com o objetivo de promover o cuidado com a comunidade. “Sabemos que alguns bairros não tem uma estrutura de lazer e os moradores precisam cobrar isso do poder público. A escola é um local de estudar, da educação. O uso da escola é para levar o conhecimento, cada espaço é pensando neste sentido. A educação precisa ser organizada e planejada e o espaço escolar precisa ser mais respeitado, não só pelos alunos, mas por todos”.