Esportes

Umuaramenses superam o corpo e a mente no Desafio das Catedrais

18/12/2019 15H57

Um grupo de umuaramenses viveu uma experiência única durante o fim de semana: participou da VI edição do Desafio das Catedrais, um percurso que vai de 30 a 130 km que tem como ponto de partida e chegada as catedrais de Maringá e Londrina, respectivamente. Mais do que uma corrida, os participantes encaram essas dezenas de quilômetros como uma superação de limites do corpo e da mente.

SINTONIA DA MENTE

“O preparo é de 80% da mente, para lidarmos com a dor, o medo, o cansaço e seguir em frente”, definiu a funcionária pública Isabela Bruginski, 39 anos, que encarou pelo segundo ano consecutivo a corrida. “Ano passado fiz só 85 km…mas esse ano chegamos aos 120 km em cerca de 28 horas. Me sinto realizada”, comemorou.

Na segunda-feira (16), disse que as pernas continuavam inchadas e o corpo todo dolorido, mas que já estava considerando participar no próximo ano novamente. “No domingo se me perguntasse isso diria com certeza que não. Hoje (16), já estou considerando (risos). Possivelmente até o próximo ano faça a inscrição de novo”.

Na segunda-feira (16), disse que as pernas continuavam inchadas e o corpo todo dolorido, mas que já estava considerando participar no próximo ano novamente. “No domingo se me perguntasse isso diria com certeza que não. Hoje (16), já estou considerando (risos). Possivelmente até o próximo ano faça a inscrição de novo”.

VENCENDO LIMITES

Ela e outras duas amigas, Livia Mangolin e Patrícia Alessandra Conchon Ribas, 43 anos, enfrentaram o percurso mais longo do Desafio, os 130 km. Foram pelo menos 28 horas, sendo 100 km por estradas rurais e 30 km de áreas urbanas, onde enfrentaram sol, chuva, escuro, pedras, serras, veículos, pinguelas, medo de bichos, de assaltantes, mas definem que “valeu a pena”. Elas optaram por carregar uma mochila de 8 km com tudo o que precisavam. Não tiveram veículo de apoio.

“Meus pés estão inchados e cheios de bolha que mal estou conseguindo andar. Estou usando o tênis do meu marido porque o meu não entra, mas estou realizada. Eu não fiz o percurso para chegar em primeiro. Fiz para desafiar o meu limite e consegui fazer isso. Me sinto realizada”, definiu Patrícia Ribas.

INESPERADO

Acostumada a maratonas, ela desejava enfrentar uma ultramaratona. “Minha meta era chegar aos 50 km. Mas estávamos em três e se uma parasse as outras também paravam. Então continuamos e chegamos até os 120 km. Ganhamos até um companheiro, o Doguinho, um filhote que nos acompanhou por 60 km”, contou Patrícia. Em Londrina, o cão ganhou um lar. Patrícia contou que não se preparou para o Desafio das Catedrais. A decisão de participar ocorreu 10 dias antes da competição.

UPHILL

Em 2019 ela enfrentou em julho da Uphill, da Serra do Rio do Rastro, considerada por maratonistas como uma das provas mais difíceis. “É serra e só subida. Enfrentei chuva, frio, dores. Foram 25 km difíceis, mas para esse percurso me preparei por seis meses”, explicou. A bancária contou que a corrida mudou sua vida há cerca de cinco anos. “A corrida é minha válvula de escape. Me sinto ótima correndo. Por isso corro. Não para ganhar prêmios, mas para vencer meus limites”, festejou.

TRABALHO EM EQUIPE

Depoimento similar deu Adriane Molina, que encarou o percurso de 30 km. Ela largou em Rolândia com outros dois amigos, Solange Brito e Luiz Haiduk e concluiu a prova em 5 horas. “Me preparei durante seis meses com nutricionista e treinos. Foi um trabalho de equipe, embora fizemos a inscrição para a categoria individual, corremos todos juntos. Mas o fundamental foi a equipe de apoio do nosso grupo de corrida que foi com a gente levando água, comida e muito incentivo. Ano que vem quem sabe vou para os 60 km”, explicou Adriane. Eles tiveram apoio de pessoas com carros e bicicletas durante todo o desafio.

Eduardo Bianchin Alves e Alexandre Craveiro também estavam no grupo de Adriane, mas encararam o desafio dos 130 km que completaram em 23 horas com o amparo de equipe de apoio.