Cotidiano

FRAUDE MILIONÁRIA

Umuaramense está entre as 16 pessoas presas suspeitas de fraudar pagamento do IPVA

07/10/2020 13H03

A operação cumpriu simultaneamente mais de 30 mandados de prisão e de busca e apreensão em diversas cidades do Paraná (foto divulgação Polícia Civil)

A Polícia Civil prendeu 16 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que oferecia a proprietários de carros de luxo a quitação do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), com descontos que variavam entre 30% e 50%. O pagamento do débito era realizado através de invasão de contas bancárias alheias.

PRESOS

Entre os presos está um empresário de Umuarama. O mandado de prisão temporária foi expedido pela Justiça da Bahia e é válida por cinco dias. Foi arbitrada fiança de R$ 3 mil, mas a informação é que o valor não foi recolhido até o momento.

As prisões ocorreram também em Paranavaí, Foz do Iguaçu, Curitiba e Marabá, no Pará. Os policiais ainda cumpriram 15 mandados de busca e apreensão.

FRAUDE

Durante investigações, que duraram aproximadamente oito meses, a polícia descobriu que diversos angariadores estariam atuando no Paraná associados a criminosos do Pará, para onde a maior parte do dinheiro arrecadado é encaminhado.

DESPACHANTES

Segundo a polícia, também foi apurado o envolvimento de despachantes. De acordo com a polícia, apesar de não haver indícios de que ofereciam o benefício aos seus clientes, se valiam dos serviços prestados de pagamento de IPVA para utilizar a fraude. Ou seja, na medida que os valores eram repassados pelos proprietários dos veículos, o ganho dos despachantes era integral.

IPVA

Foram analisados 27 IPVAs, quitados por duas contas distintas, sendo uma do Rio Grande do Norte e outra da Bahia, nos anos de 2017 e 2019, totalizando R$ 87,9 mil. Os criminosos recebiam entre 50% a 70% do valor total do imposto, já que não tinham custo algum para quitação do débito.

Para dar ainda mais credibilidade à prática criminosa, os indivíduos cobravam dos proprietários o valor referente à quitação do débito somente após baixa no sistema, comprovando o pagamento.

Segundo a polícia, as investigações agora vão apurar o envolvimento de outras pessoas no esquema criminoso.