Umuarama

EM DEFINIÇÃO

Umuarama e região devem adotar lockdown, mas só na próxima semana para evitar correria

19/03/2021 11H51

Reunião realizada nesta sexta-feira cedo na Prefeitura de Umuarama

Durante reunião do comitê que monitora a situação da covid-19 em Umuarama, na manhã desta sexta-feira, ficou definido que o fechamento total do comércio e outros estabelecimentos será inevitável. Mas não foi definida a data. A única certeza é que não será neste fim de semana.

O prefeito Celso Pozzobom informou que nesta sexta-feira à tarde vai se reunir com os prefeitos das cidades próximas, integrantes da Amerios, para a tomada de decisão em conjunto sobre o dia de início e duração do lockdown.

A medida tentará conter o aumento no número de pacientes contaminados pela doença e que estão chegando aos hospitais e postos de saúde em estado grave. Isso já provocou a lotação total das UTIs destinadas aos pacientes com a covid-19 e, para complicar ainda mais, os medicamentos e outros insumos utilizados na intubação dos pacientes graves estão acabando, podendo aumentar o caos no setor. “A gente tá dando um jeitinho no atendimento com pacientes esperando vagas em locais improvisados, mas isso já está passou do limite”, disse.

Pozzobom destacou que vai ter prazo para a população se preparar. A medida drástica deve valer somente na próxima semana. “Ninguém vai ser pego de surpresa”.

Último Suspiro

A decisão de fechar Umuarama e as cidades da região chega um ano depois do primeiro lockdown ocorrido em 19 de março de 2020. A medida seria a última alternativa para conter o avanço da doença, uma vez que a taxa de contágio da região é de 48%.

“Nossa taxa de contagio é de 48 % e só teríamos um controle da pandemia com uma taxa de 5%, conforme a Organização Mundial da Saúde. A situação é gravíssima, hoje temos 236 óbitos na 12ª Regional de Saúde, sendo que tivemos 10 mortes de pessoas dos municípios aguardando um leito. Chegamos no colapso do sistema não só do covid-19. Não conseguimos mais separar pacientes covid-19 dos demais”, disse a diretora da 12ª Regional de Saúde de Umuarama, Viviane Herrera.

O prefeito Celso Pozzobom ressaltou que Umuarama chegou a uma situação complexa e não existe mais como dar um “jeitinho”. “Temos que decidir o que vamos fazer para amenizar a evolução da covid-19. As medidas mais brandas que foram tomadas não inibiu o avanço da doença. Hoje não tem como ser meio termos. Não temos leitos, não temos profissionais e não temos mais insumos para cuidar dos pacientes”, ressaltou.

A secretária de Saúde de Umuarama, Cecilia Cividini, voltou a noticiar que pessoas estão morrendo tragicamente aguardando leitos. “Os pacientes não tem morrido por falta de assistência, mas por uma superlotação de leitos de assistência especializada. Podemos colocar camas leitos, mas se não tiver assistência especializada não vai adiantar. Neste momento se faz necessário que tenhamos restrições muito mais severas para conter a transmissão”, enfatizou.